18/02/2021

'Tentaram me incriminar', diz diarista que esteve na casa de Izadora Mourão no dia do crime

Ela conta que em seguida chamou João Paulo no quarto.

Uma diarista que preferiu não ter o nome divulgado concedeu entrevista reveladora divulgada nesta quinta-feira (18/02) sobre o dia em que a advogada Izadora Mourão foi assassinada na cidade de Pedro II/PI. Ela contou como ficou sabendo do assassinato e acredita que a família da advogada tentou lhe incriminar.

Ao Portal P2, a mulher afirmou que Maria Nerci, mãe de João Paulo e Izadora, ligou por volta de 9h30 pedindo para ela ir à residência, mas sem revelar o que estava acontecendo. Chegando lá, ela foi informada que uma mulher entrou na residência e esfaqueou Izadora.

A diarista disse que ficou desesperada e correu para o quarto, onde deparou-se com o corpo. Ela ainda checou os sinais vitais para chamar o Samu, mas percebeu que Izadora estava morta.

"Não sei se ele estava dormindo ou se fazendo, não sei, para poder me culpar", relembrou.
Entrevista com a diarista que preferiu não ser identificada Portal P2

Segundo ela, João Paulo sugeriu que ligasse para o Samu, levantou-se e foi para o quarto onde estava o corpo. Em seguida a diarista disse que foi acordar a filha da advogada para dar a notícia e assistência necessária.

Após determinado tempo, João Paulo teria acionado a polícia que chegou momentos depois e isolou o local.

Durante a entrevista, a diarista foi questionada como foi a reação de João Paulo e da mãe.

"Dona Nerci sempre foi normal, sempre. Ele (João Paulo) só como estivesse nervoso, mas a mãe totalmente calma, daquele jeito", disse.

Conforme a diarista, Nerci falou que uma mulher entrou na residência e foi tratar de um negócio com a Izadora, e a perguntou se podia receber, ela disse que sim, em seguida foi para a cozinha. A diarista achou estranho e chegou a questionar: "A Izadora dever uma mulher assim?".

"Eles quiseram me incriminar. Não era para ela ter me chamado. Ela viu que a Izadora estava morta então tinha me dito: 'não pegue nela', mas ela viu que eu estava desesperada, pois já entrei correndo para saber se ela ainda estava viva", disse.

A diarista também negou que tenha limpado o quarto antes do corpo ser removido pelo Instituto Médico Legal (IML).

Ela comenta ainda que foi chamada para dar depoimento na Delegacia de Polícia Civil e, em seguida, a diarista liberada.

Veja entrevista na íntegra:

Fonte: Portal 180

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