09/12/2020

Polícia investiga desaparecimento de bebê após mãe se arrepender de ter doado criança no Piauí

A doação, segundo a própria mãe da criança, foi ilegal. O boletim de ocorrência foi registrado no mês de outubro deste ano. Até o momento, além do recém-nascido, a pessoa que o adotou também foi localizada.

Bebê está desaparecido há mais de um mês — Foto: Arquivo Pessoal /Cleiciane Dias

A Polícia Civil investiga o desaparecimento de um bebê de apenas um mês em Palmeirais, no Norte do Piauí, após a mãe dele ter doado a criança de forma ilegal para uma pessoa, de nome não revelado, e, logo depois, ter se arrependido. O boletim de ocorrência foi registrado no mês de outubro deste ano.

Segundo a mãe do bebê, Cleiciane Dias, ela tinha a intenção de colocar o seu filho para a adoção, de forma legal. Então, a mulher foi procurada pela vereadora Mychelly Feitosa (Republicanos), que tinha uma prima interessada em adotar o menino.

“Eu estava gestante e sempre dizia querer doar a criança. A vereadora Mychelly Feitosa me procurou e disse que uma prima dela queria adotar. Eu tive o bebê, o entreguei, mas resisti. Elas queriam que eu fosse ao promotor e ao juiz para passar a esta pessoa, mas me arrependi. Eu procurei a vereadora e disse ter me arrependido, até porque o pai da criança fazia questão. Mas a mulher sumiu”, relatou.

O delegado Thiago Silva, responsável pelo caso, disse que, além da vereadora, outra pessoa é suspeita de ter participado do processo de adoção ilegal do bebê. As duas já prestaram depoimento. Já a pessoa que adotou de forma ilegal a criança ainda não foi localizada. O G1 não localizou a vereadora para comentar sobre o caso.

“A mãe é uma pessoa pobre, sem instrução. Ainda não constatamos se ela doou porque quis ou se foi instigada. Consta nos autos que ela não recebeu nenhuma vantagem econômica, mas foi acompanhada no pré-natal. Criminalmente, abrimos um inquérito contra a pessoa que desapareceu com a criança, mas a mãe poderá responder no âmbito civil”, explicou.

A polícia já representou à Justiça os pedidos necessários para o prosseguimento da investigação. "Eles ainda não foram localizados e os meios de prova ficaram prejudicados em decorrência da demora do judiciário", comentou o delegado.

Fonte: G1 PI

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