27/10/2020

Equipe investiga caso de paciente positivo duas vezes para coronavírus em 5 meses em Parnaíba

Foto: Sesapi

Um morador de 40 anos da cidade de Parnaíba testou positivo para o novo coronavírus por duas vezes em cinco meses, apresentando sintomas da Covid-19. A equipe de saúde do Hospital Municipal de Campanha Nossa Senhora de Fátima aponta que o caso se trata de uma reinfecção ou recrudescência, mas somente exames genéticos mais elaborados poderão confirmar. O caso será repassado a Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi) e para o Ministério da Saúde. 

A infectologista Renata Beltrão, coordenadora do hospital de campanha, afirma que o caso do ponto de vista epidemiológico é preocupante porque o mesmo paciente pode ter ficado por pelo menos cinco meses com o vírus hibernando dentro do organismo. 

“Ele fez exames sorológico e swab para Covid-19 e vieram positivos (no mês de maio). Ele ficou bem, fez os exames novamente e não tinha mais defesa nem o vírus na cavidade nasal. Ficou sem sintomas. Quando foi no final de setembro, voltou a sentir sintomas leves. Fez exames e encontramos de novo o vírus”, comenta a infectologista Renata Beltrão.

A infectologista explica que para descobrir uma reinfecção ou recrudescência, de acordo com o Ministério da Saúde e a Organização Mundial de Saúde (OMS), o exame deve comparar as partículas virais dos dois momentos. Se o exame comprovar que a carga viral é diferente, trata-se de uma reinfecção. No entanto, se provar que é matéria equivalente, o caso é de recrudescência. 

No caso da recrudescência, o paciente está com a mesma carga viral voltando a apresentar os sintomas da doença. No caso da reinfeção, o paciente é afetado por uma nova carga viral, diferente da anterior, voltando a apresentar os sintomas. 

“A gente não tem como fazer essa comparação porque não se guarda o material genético. Então, não tem como enquadrar geneticamente se é ou não é a mesma partícula viral. Também não podemos afirmar se é reinfecção ou recrudescência porque isso não cabe a nós, mas aos órgãos maiores, como o Ministério da Saúde e a Sesapi”, diz Beltrão. 

No caso desse paciente de 40 anos, a médica ressalta que ele teve um processo inicial da doença, apresentou cura e depois entrou em um novo processo inicial da doença. Equipes de infectologistas do hospital acompanharam diretamente o caso. 

O boletim da Prefeitura Municipal de Parnaíba informa que a cidade registra 135 mortes e 7.333 casos confirmados da doença. O boletim ressalta que 18.407 casos foram descartados e pelo menos 7.182 pessoas venceram a doença. 

Carlienne Carpaso
carliene@cidadeverde.com

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