01/09/2020

Fábrica que produzia queijo em caixas d'água é interditada pelo Procon no Piauí

De acordo com o chefe da divisão de fiscalização do Procon-PI, o queijo era feito em condições insalubres e os funcionários não utilizavam nenhum tipo de Equipamento de proteção (EPI) individual, nem adotavam medidas de higiene.

Procon flagrou funcionários fazendo queijo sem EPI dentro de caixas d'água e baldes em São José do Divino-PI — Foto: Divulgação/Procon

Uma fábrica que utilizava caixas d'água e baldes para produzir queijo na Zona Rural do município de São José do Divino, foi interditada na manhã desta terça-feira (1º). De acordo com o Procon, foram apreendidos 300 kg de queijo no local.

O chefe de fiscalizações do Procon-PI, Arimatéa Arêa Leão, disse que diariamente eram produzidos 600 kg de queijo no local. A venda e a distribuição do produto eram feitas na região de Piracuruca e São José do Divino.

"Fomos juntamente com a Promotoria de Justiça de Piracuruca e o centro regional de doenças veterinárias verificar uma denúncia de produção clandestina de queijo. Verificamos no local toda a situação de higiene, produtos inadequados para consumos e interditamos o estabelecimento", explicou.

Produção clandestina de queijo em São José do Divino-PI não seguia normas de higiene — Foto: Divulgação/Procon-PI

Conforme a fiscalização do Procon, para o queijo ser comercializado, é preciso seguir uma série de normas técnicas, como acompanhamento técnico e veterinário, análise probiótica, pasteurização do leite e uso de equipamentos de proteção individual (EPI). Segundo Arimatéa Marques, o local não cumpria nenhuma dessas exigências.

"A maneira como eles estavam fabricando o queijo é insalubre. Estavam colocando em risco a vida da sociedade, sem nenhuma higiene, sem máscara, sem nada", disse.

Funcionários não utilizavam equipamentos de proteção individual e higiene para fabricar queijo em São José do Divino-PI — Foto: Divulgação/Procon-PI

O estabelecimento foi notificado e, após uma análise da promotoria, pode receber uma multa R$ 600 a R$ 10 milhões. O Ministério Público vai analisar os procedimentos, reincidência e o poder econômico e definir o valor da multa.

Fonte: G1 PI

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