21/08/2020

TJ-PI inicia audiência de acusado de estuprar menina com paralisia cerebral em escola municipal

Segundo uma tia da vítima, a menina reconheceu o acusado por fotos e testemunhas foram ouvidas.

Fórum Cível e Criminal em Teresina — Foto: Catarina Costa/G1

O Tribunal de Justiça iniciou nesta sexta-feira (21) a audiência de instrução e julgamento do homem suspeito de estuprar uma adolescente de 13 anos, com paralisia cerebral, em uma escola municipal de Teresina em abril deste ano. Segundo uma tia da vítima, a menina reconheceu o acusado e testemunhas foram ouvidas.

“Ela fica em pânico quando vê imagens dele, fica chamando de ‘monstro, monstro, monstro’. Ela foi ouvida na audiência e mostrou em uma boneca o que ele fez com ela. Nós da família também vamos ser ouvidos”, contou a tia da vítima, Anísia Teixeira.

Além de a vítima reconhecer o acusado por fotos, testemunhas prestaram depoimento à juíza do caso e o acusado ainda deve ser ouvido. A família pede que a Justiça seja feita nesse caso e teme que outras crianças e jovens com deficiência sejam vítimas do homem.

O G1 procurou a Secretaria Municipal de Educação de Teresina (Semec), que ainda não informou como está a investigação do caso no âmbito administrativo.

O crime

Segundo a Polícia Civil do Piauí informou na época do crime, o homem é estudante de um curso de técnico em enfermagem e era estagiário na unidade educacional, onde atuava como cuidador da vítima.

"Ele aproveitou-se dessa função para abusar e estuprar a menor. Ele retirava a vítima da sala de aula e levava para outro local do colégio, onde acontecia a violência, sob o pretexto de realizar alguns cuidados", informou o delegado geral da PC-PI, Luccy Keiko.

O cuidador foi indicado pelo crime de estupro de vulnerável e foi preso em cumprimento a um mandado de prisão. "A garota descreveu as características desse indivíduo e, juntamente com outras provas, a Delegacia de Proteção à Criança e o Adolescente (DPCA) pediu a prisão", disse o delegado.

Durante a investigação, a polícia também colheu depoimentos e laudo pericial que comprovou a violência que a adolescente sofreu.

Fonte: G1 PI

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