25/06/2020

Enfermeiros e técnicos de enfermagem da rede estadual do Piauí iniciam greve

Segundo o sindicato, serviços que não são de urgência e emergência devem sofrer redução de pessoal. Governo lamentou e informou que irá tomar medidas judiciais e administrativas.

Representantes de categorias de profissionais da saúde se reuniram diante do HGV, no Centro de Teresina — Foto: Divulgação/ Senatepi

Categorias de profissionais de saúde, como enfermeiros e técnicos de enfermagem, da rede estadual de saúde do Piauí, decidiram iniciar uma greve por tempo indeterminado nesta quinta-feira (25). A categoria reivindica o cumprimento de acordos firmados na greve ainda de 2019 sobre reajustes salariais acumulados desde 2012, e o pagamento de adicional de insalubridade de 40% para todos os profissionais.

O Governo do Estado, em nota, lamentou a decisão da categoria e informou que caso a greve se concretize, irá tomar medidas judiciais e administrativas para garantir o atendimento à população.

O secretário de governo Merlong Solano disse que não há como pagar o adicional de insalubridade exigido pela categoria, tanto por conta da queda na arrecadação do Estado, quanto por questões legais. “Estamos amarrados à lei que determina os percentuais de 5%, 10% e 20%, e esta está sendo cumprida”, disse.

A manifestação dos profissionais de saúde, mobilizada pelo Sindicato dos Enfermeiros, Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Estado do Piauí (Senatepi), começou diante do Hospital Getúlio Vargas (HGV), por volta das 7h30, e seguiu com uma caminhada até o Palácio do Karnak, sede do governo estadual.

Por conta da greve, segundo Erick Ricelly, presidente do Senatepi, todos os serviços que não são de urgência e emergência oferecidos pelo estado devem sofrer redução de pessoal. “O atendimento nas áreas críticas não será prejudicado”, disse.

Em entrevista ao G1, Erick Ricelly lamentou que o estado pague um teto de 20% de adicional de insalubridade. “Todos os municípios estão pagando 20% de adicional, Teresina paga 20%. E temos municípios se organizando para pagar 40%. Enquanto isso, o governo do Estado não paga nem 10%”, afirmou.

Ainda segundo o sindicalista, a categoria busca que o estado cumpra o plano de progressão e promoções dos enfermeiros firmado em acordo em 2016, e previsto na lei estadual Nº 6.201. A categoria estaria trabalhando ainda sob o regime anterior a 2016.

“Em 2019, fizemos uma greve para obrigar o estado a cumprir, e aceitamos que isso fosse parcelado em três vezes. E o estado não cumpriu nem a primeira. Então, não podemos começar uma negociação com promessas”, disse.

Leia abaixo a íntegra da nota do Governo do Estado do Piauí:

Nota

O Governo do Estado lamenta a decisão do Sindicato dos Enfermeiros de deflagrar uma greve em meio ao maior desafio de saúde pública dos últimos 100 anos. Tal decisão pode trazer prejuízos vitais para a sociedade. Ressaltamos que todos os profissionais estão com salários em dia, que o adicional de insalubridade é pago normalmente, conforme determina a legislação estadual, e que não há falta de EPIs em nenhuma unidade de saúde, não havendo, assim, motivos para paralisação.

Ressaltamos ainda que, caso o movimento se concretize, o Governo irá tomar as medidas cabíveis por meio judicial e administrativo para garantir o atendimento pleno da população.

Fonte: G1 PI

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