07/11/2019

Ex-vereador nega ameaça a empresário dono de restaurante: "fui para conversar"

Foto: Reprodução/ TV Cidade Verde

O ex-vereador da cidade de Novo Oriente do Piauí, Washington Ferreira de Carvalho Sampaio, negou nesta quarta-feira (6) que tenha feito ameaças a um dono de restaurante na zona Leste de Teresina. O ex-parlamentar e uma segunda pessoa, identificada como Lucas Alan Caminha de Oliveira, foram levados à delegacia para prestar esclarecimentos. Lucas foi preso já que portava uma carteira falsa de policial militar do Maranhão e estava em posse de um simulacro.

Segundo Washington Ferreira, a conversa que ele queria ter com o empresário não era sobre uma suposta dívida dele com um ex-sócio. “Essa cobrança não tem nada a ver com sócio. A pessoa que foi cobrada deve para o irmão do sócio. A confusão da sociedade é outra. Esse dinheiro que ele deve é outro. Eu não cheguei a ameaçar ninguém. Eu fui na casa dele para conversar. Eu dei um horário para ele, mas em nenhum momento houve ameaça. Eu fui sozinho, sem ameaça para tentar conversar”, disse ao Cidadeverde.com.

O ex-vereador disse que, como não conseguiu falar com o empresário em sua casa, ligou e agendou um encontro em seu restaurante no dia seguinte.

“Na segunda fui na casa dele para tentar falar com ele e não consegui, quando foi a tarde eu liguei para ele e marcamos no restaurante. Eu disse que tudo bem e marcamos. Essa cobrança ele deve para um amigo meu de infância. Não tinha como ele me contratar para fazer nada. Eu entrei no caso, pois ele bloqueou esse amigo meu nas redes sociais e ele só pediu para eu tentar falar com ele para ver como poderia ser o pagamento. E assim eu fui. Como ele viu que meu número é de Goiânia, pode ter se assustado. Ele aprontou tudo isso aí, e quando cheguei lá a polícia já estava. Em nem um momento eu fui algemado. Eu fui conduzido à delegacia e nem de advogado precisou. O delegado disse que não precisava chamar o advogado e que já ia me liberar”, destacou.

Washington Ferreira disse ainda que desconhecia que Lucas Alan era um falso policial. “A questão do policial é o seguinte: um amigo meu me indicou esse cara para ir comigo. Eu levei para minha segurança, não foi para ameaçar e fazer nada. Chegando lá fui surpreendido pela polícia e surpreendido pelo cara não ser policial. Que ele prove que eu ameacei. Eles têm o vídeo que fui na casa dele, mas em nenhum momento eu ameacei o porteiro. Eu fui lá, pois eu já estava indo embora e precisava falar com ele. Ele vai provar na justiça se eu ameacei”, declarou, ressaltando que não foi preso.

“Quando cheguei no restaurante ele já tinha feito um boletim contra mim. O cara que não é policial vai responder por isso. Eu não tenho nada a ver. O policial foi preso, eu não. Eu fui conduzido à delegacia para dar explicações, já que tinha um boletim contra mim. Repito que esse débito não é de sócio. Não tem nada a ver. Eu fui conversar, pois meu amigo estava sem contato com ele”, finalizou.

Segundo o delegado Ademar Canabrava, titular do 12º Distrito Policial, o boletim de ocorrência foi feito pelo empresário há 15 dias, alegando que estava sendo ameaçado pelo ex-sócio. Na segunda-feira, ele voltou à delegacia informando que estava sendo ameaçado por dois cobradores.

Ainda de acordo com o delegado, o falso PM deve ser indiciado por uso de documentos falsos. 

Hérlon Moraes
herlonmoraes@cidadeverde.com

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