Gestor deu ordens para que uma médica do Mais Médicos não fosse mais trabalhar em posto de saúde do município
Prefeito Lindenberg Vieira, que não é mais do PT (Foto: Reprodução Youtube)
- Gestor está tentando afastar uma médica do programa federal Mais Médicos. "Não temos mais interesse nos seus serviços". "Não complica as coisas". "Bom vc não é criança"
O prefeito de Ribeiro Gonçalves Lindenberg Vieira, que não é mais do PT, divulgou nota sobre o caso envolvendo o suposto assédio moral à uma médica do programa federal Mais Médicos. O gestor tinha dito, via WhatsApp, para a profissional da área de saúde não ir mais para o posto de saúde do município trabalhar. O caso vinha ganhando as redes sociais e acabou por ser noticiado nesta quinta-feira (16) pelo 180graus.
Após a divulgação da matéria o próprio prefeito encaminhou ao titular do Blog Bastidores o que seria uma nota, explicando por que adotou tal comportamento de pedir o afastamento da médica, salientando inclusive, que na sua visão, o caso deveria ter ficado no ambiente de trabalho e não ganhado contornos públicos.
"[A médica] foi propagar para quem não interessa e para quem se quer conhece seus problemas profissionais que deveriam obviamente ser resolvidos estritamente no ambiente de trabalho, expondo a minha imagem e de minha família, como se eu estivesse cobrando algo que não fosse da sua responsabilidade", diz trecho da nota.
VEJA A ÍNTEGRA DA NOTA EMITIDA PELO PREFEITO
"Tomei conhecimento de que circula nas redes sociais mensagens e áudios da médica Samália Dias noticiando fatos inverídicos e atacando a minha pessoa de forma grosseira e deselegante. Cumprindo minha obrigação de acompanhar e fiscalizar a prestação do serviço de saúde no município, e por orientação da própria coordenação do programa Mais Médicos, marcamos uma reunião no posto de saúde onde trabalha essa médica, com o propósito de melhorar a qualidade e humanizar o antendimento em face de inúmeras reclamações feitas pelos usuários. Lamentavelmente, a médica se recusou a participar. Fui pessoalmente convidá-la, sendo por ela ignorado, trancando-se numa sala, foi propagar para quem não interessa e para quem se quer conhece seus problemas profissionais, que deveriam obviamente ser resolvidos estritamente no ambiente de trabalho, expondo a minha imagem e de minha família, como se eu estivesse cobrando algo que não fosse da sua responsabilidade. Pois bem, achando que estava fazendo o que era de direito e minha obrigação, após tudo isso, tive minha vida exposta à agressões, ameaças e calúnias (recebo mensagens a cada minuto). Como gestor, aprendi sempre a ouvir os dois lados da história e esta é minha versão para aqueles que não me conhecem".
Assina: Lindenberg Vieira
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