03/08/2019

'Foi a segunda vez que raptaram ela', diz irmã de jovem baleada por falsos policiais no Piauí

Vítima passou por cirurgia e segue internada em um hospital particular de Teresina. Um inquérito foi aberto e o caso é investigado pela Polícia Civil de Campo Maior.

Delegacia regional de Campo Maior, no Piauí — Foto: Patrícia Andrade/G1

A jovem Lana Karina, baleada por falsos policiais nessa quinta-feira (1º), passou por uma cirurgia em Teresina e o seu estado de saúde é considerado estável. Segundo a irmã dela, Daniele Ferreira, esta a segunda vez que a vítima é raptada e agredida em menos de dois anos.

"Há menos de dois anos, quatro homens pegaram ela quando retornava de uma festa, não levaram bolsa e nem a moto. Seguiram com a minha irmã até uma estrada vicinal de Campo Maior, chegando lá a jogaram para fora do carro e espancaram ela sem falar nada", contou Daniele Ferreira.

De acordo com a irmã, Lana conseguiu se arrastando chegar até o posto da PRF e pediu socorro. A família registrou boletim de ocorrência, mas segundo ela, o caso não foi solucionado e os suspeitos presos.

Falsos policiais

Nesta quinta-feira (1º), Lana Karina estava em casa no bairro Santa Cruz, em Campo Maior, quando dois homens se passaram por policiais para atrair a vítima. Daniele Ferreira contou que eles chegaram em um carro branco, por volta das 7h, e informaram ter uma intimação para entregar à vítima, que estava no banheiro.

"A irmã que mora com ela perguntou se poderia receber a intimação e eles falaram que não, que somente com a Lana. Quando ela saiu, os homens falaram que Lana estava presa e quando questionou o motivo, eles responderam que ela sabia o que estava devendo à justiça. Nesse momento ela pediu o mandado, mas eles não entregaram e pegaram a Lana para entrar no carro", relatou.

Daniele contou que a irmã dela tentou segurar Lana, mas os homens a mandaram soltar e procurar a jovem na delegacia, que estavam levando a vítima para lá. Eles ainda pegaram um vestido da vítima e entraram no carro.

"A minha irmã me ligou e a gente foi na delegacia. Lá os agentes informaram não ter nenhuma mulher presa e desconheciam qualquer operação. Aí a gente entrou em desespero, porque já imaginamos que fosse um sequestro. Até porque dois anos atrás pegaram ela e a espancaram. A polícia nunca descobriu quem fez isso", disse.

Baleada na perna

Daniele já estava a caminho de Teresina, quando Lana ligou avisando que estava depois de Altos, que foi abandonada lá pelos suspeitos, que a atingiram com dois tiros na perna direita. Dois técnicos da torre de telefonia socorreram a jovem, que foi encaminhada primeiramente para o Hospital de Altos e em seguida para Teresina, onde fez uma drenagem para retirada dos projéteis.

"Ela contou que no momento da agressão eles pediram um suposto dinheiro do patrão dela e a Lana falou que não tinha essa informação. Eles atiraram nela à toa. É uma coisa que a gente desconfia bastante, que foi um crime mandado por alguém e esta foi a mesma pessoa da primeira vez. Só pedimos a polícia que tome providência, que investigue bem o caso para que dessa vez tenha uma solução", declarou a irmã.

Lana Karina segue internada em um hospital particular de Teresina, onde passou por uma cirurgia para retirar um projetil da perna direita. O segundo deve ser removido na próxima semana. Um inquérito foi aberto e o caso é investigado pela Polícia Civil de Campo Maior.

Fonte: G1/PI

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