16/07/2019

PI: Polícia prende piauiense suspeito de investir em imóveis controlados pela milícia no RJ

A Secretaria de Segurança Pública do Piauí informou que a operação é comandada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e visa cumprir 17 mandados de prisão.

Fernando Vieira de Brito foi preso pela Polícia Civil do Piauí. — Foto: Wendell Veras/Blog do Coveiro

A Polícia Civil do Piauí prendeu na manhã desta terça-feira (16), em Cocal dos Alves, 221 km de Teresina, um piauiense identificado pela polícia como Fernando Vieira de Brito, 46 anos, suspeito de participar do investimento em imóveis irregulares controlados pela milícia na região da Muzema, no Rio de Janeiro (RJ). A operação é comandada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e visa cumprir 17 mandados de prisão.

A prisão foi feita em uma parceria do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco) com o apoio operacional da Divisão de Operações Especiais (DOE), ambos da Polícia Civil piauiense, além do Ministério Público do Piauí, por meio do Grupo Especial de Atuação no Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Segundo o delegado Tales Gomes, do Greco, o preso é natural de Cocal dos Alves e morava no Rio havia vários anos, tendo retornado ao Piauí desde o início da apuração do esquema. Ainda não há detalhes sobre o tipo de participação dele nos crimes.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Piauí, o Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente do Ministério Público do Rio de Janeiro e a Polícia Civil do RJ já foram comunicados da prisão e o preso será encaminhado para Teresina onde ficará à disposição da Justiça do Rio de Janeiro.

Ao todo, 17 mandados de prisão foram expedidos e até as 10h40, 11 pessoas haviam sido presas.

Esquema
Os 17 mandados de prisão foram expedidos pela 33ª Vara Criminal do RJ. A Justiça também deferiu a suspensão cautelar das atividades de duas empresas.

Foram denunciadas 27 pessoas por envolvimento em organização criminosa e outros delitos relacionados à exploração imobiliária clandestina na região da Muzema:
  • Ocupação;
  • Loteamento;
  • Construção, venda, locação e financiamento ilegais de imóveis;
  • Ligações clandestinas de água e energia elétrica;
  • Corrupção de agentes públicos.
Há três meses, na Muzema, dois prédios irregulares desmoronaram, matando 24 pessoas.

Fonte: G1 PI

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