26/10/2018

Assassinato da estudante Camilla Abreu completa um ano e família faz protesto no Tribunal de Justiça

Familiares de Camilla Abreu exigem a expulsão do capitão Alisson Watson, preso após confessar crime. Segundo advogada da família, militar preso continua a receber salário de capitão da PM.

Familiares de Camilla Abreu levaram urna funerária para simbolizar a morte da estudante — Foto: Nayara Nadja/ TV Clube

Familiares e amigos da estudante de direito Camilla Abreu, se reuniram em frente ao Tribunal de Justiça na manhã desta sexta-feira (26), dia em que completa um ano do assassinado da estudante. A família exige a expulsão de Alisson Watson, preso após confessar o feminicídio, dos quadros da Polícia Militar.

De acordo com a advogada da família da vítima, Ravenna Castro, o capitão continua recebendo mensalmente o salário de capitão da PM, apesar de estar preso no Presídio Militar, em Teresina.

A advogada explicou que a expulsão do capitão Alisson Watson foi confirmada em duas esferas: No Quartel Central General da Polícia Militar do Piauí e no âmbito do Governo do Estado do Piauí. Por se tratar de um oficial da PM, regido por uma lei federal, a expulsão precisa ainda ser confirmada pelo Tribunal de Justiça. “Está na mesa do desembargador Antônio Francisco, para que ele marque a data do julgamento”, disse a advogada.

Sobre o processo que pede a perda da patente do Oficial da Polícia Militar, Allisson Watson, o Tribunal de Justiça do Piauí informou que o processo tramita regularmente, estando, no momento com o Ministério Público para manifestação. O prazo final do MPE é dia 9 de novembro. Após a manifestação do órgão e retorno do Tribunal, o processo estará apto a julgamento.

Um ano
O assassinato de Camila Abreu completou um ano nesta sexta-feira (26). Os familiares e amigos da estudante universitária realizaram um protesto em frente ao Tribunal de Justiça. O pai de Camila, Jean Carlos Abreu disse acreditar que a expulsão do suspeito será concluída em breve, mas considera inaceitável que mesmo preso não tenha sido de fato expulso.

Jean Carlos contou que o crime ainda afeta a vida da família da estudante. “É como se fosse ontem. A gente, a família, não consegue esquecer. Sempre nas datas comemorativas a gente sente a falta de uma pessoa que era alegre, divertida, estudiosa. Não podemos deixar esquecer”, disse.

Na esfera criminal, a Justiça decidiu que processo fosse encaminhado para o Tribunal do Júri. Segundo a advogada Ravena Castro, a primeira audiência de julgamento deve ser marcada depois que sejam julgados recursos que foram encaminhados pela defesa. 

O G1 não conseguiu entrar em contato com a defesa do capitão Alisson Watson.

Fonte: G1 PI

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