05/09/2018

Interventora recebe intimação e inicia gestão no Parnahyba: "Papel técnico e orientativo"

Celina Maria Olivindo recebe termo de responsabilidade para assumir administração do Azulino, que teve presidente Batista Filho afastado. Intervenção tem duração até realização de novas eleições

Parnahyba sem presidente (Foto: Renan Morais)

A administradora Celina Maria Olivindo, nomeada como interventora do Parnahyba pela 1ª Vara da Comarca de Parnaíba, recebeu nesta terça-feira a intimação para iniciar a gestão do departamento administrativo do Azulino. Esse é mais um capítulo do imbróglio judicial no Tubarão, que começou em maio deste ano com o afastamento imediato de Batista Filho do cargo de presidente devido a supostas irregularidades na gestão.


A decisão que tirou o presidente do cargo e determinou a intervenção na administração para organização das prestações de contas do Parnahyba é originada de uma ação movida por Leony Veras, o Gringo, candidato na eleição do clube, derrotado por Batista.

- Recebi hoje a intimação com o termo de responsabilidade técnica e tenho apenas que aguardar que o atual presidente (Osvaldo Brandão) seja notificado. Lá, o meu papel será de gestora no sentido técnico. Vai ser muito mais esclarecedor e orientativo. Toda a questão técnica e administrativa vai ficar sob minha responsabilidade até que sejam convocadas novas eleições. Vou colaborar com o processo de gestão – explicou Celina, escolhida pelo Conselho Regional de Administração pelo cargo.

Celina Olivindo será responsável pela administração do Parnahyba, que terá Osvaldo Brandão ocupando a presidência, respondendo pelos atos do clube na gestão de futebol, por exemplo. Brandão era vice da chapa de Batista e ganhou na justiça o direito de assumir a função.

-Meu papel será apenas esse. O Osvaldo (Brandão) continuará à frente do clube nas questões que competem a ele, quanto a aparecimento em mídia e representação do clube em outras atividades – explicou.

CT Petrônio Portela Parnahyba (Foto: Firmo Nogueira)

Parnahyba na Justiça
A falta de prestação contas durante o mandato de Batista Filho, o cartola está na função desde janeiro de 2014, é o principal motivo do afastamento. A ação cita irregularidades no processo eleitoral do Azulino, ocorrido em outubro do ano passado. O presidente afastado, Batista Filho, afirmou que as acusações são infundadas. O atual mandato iria até o fim da temporada 2019.

Na decisão, o juiz Georges Cobiniano relatou que a ausência de prestação de contas, confirmada pelo Ministério Público Estadual, comprova falta de transparência e é um indício de má gestão no clube. Por isso, o magistrado afirma que a permanência de Batista Filho no cargo de presidente "é perigo para o patrimônio da entidade por ele administrada".

Fonte: Globoesporte.com, Piauí

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