21/08/2018

Professores acampam diante do Palácio de Karnak e pedem pagamento de reajuste

Greve da categoria já completa 75 dias e compromete o ano letivo.

Professores estão acampados em frente ao Palácio do Karnak (Foto: Lucas Barbosa/G1)

A greve dos professores completou 75 dias nesta terça-feira (21) e a categoria decidiu iniciar um acampamento da resistência, instalados em frente ao Palácio da Karnak. Na segunda-feira (20), o grupo estava na Praça Rio Branco.




A categoria decidiu continuar com o movimento grevista de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) até que a decisão do Tribunal da Justiça do Piauí (TJ-PI) seja cumprida pelo governo. A justiça decretou o pagamento do reajuste de 6,81% aos professores e 3,95% para os funcionários das escolas.

"Nós já estamos com uma média de 75 dias em greve, greve justa e legal e certamente vai ser por tempo indeterminado porque nesse momento nós instalamos o acampamento da resistência como uma forma de luta porque o governador do estado recebeu uma determinação da justiça para cumprir o acordo judicial e não cumpriu", explicou a presidente do Sinte, Paulina Almeida.

O governo do estado do Piauí pediu que o TJ reconsiderasse o tempo determinado para o pagamento do reajuste retroativo e adiasse para o mês de setembro devido a “impossibilidades técnicas para a implantação”.

Professores protestam à favor de reajuste dado pelo TJ (Foto: Lucas Barbosa/G1)

A presidente do Sinte, Paulina Almeida, diz que a categoria não entende porque o governo não cumpriu a decisão do TJ. "Nós não compreendemos, porque houve incremento no Fundeb (O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), no Fundo de Participação do Estado e no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e sem falar que o Fundeb está nos cofres da Seduc (Secretaria de Educação do Estado do Piauí) desde o mês de janeiro, então nós não entendemos onde é que está o dinheiro", declarou.

O impasse atrapalha o ano letivo da rede estadual de ensino. O governo afirmou que monitora a situação e que o número mínimo de dias letivos deverá ser cumprido. O sindicato da categoria explicou que existe o risco da carga horária não ser cumprida por falta de tempo depois que o movimento encerrar.

Fonte: G1 PI

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