27/11/2016

Caso Eduardo: defesa entra com habeas corpus para trancar processo


Foto: Wilson Filho/Cidade Verde 

A defesa do Policial Militar acusado de matar o garoto piauiense Eduardo Ferreira, entrou com um habeas corpus trancativo no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). A alegação é que o Ministério Público fez a denúncia em meio a "pressão da sociedade e da mídia". O recurso está parado na 2ª Câmara Criminal após um dos três desembargadores pedir vista do processo. A relatora é a desembargadora Rosa Helena Penna Macedo Guita. 

Caso o habeas corpus seja aceito, o processo deve ser arquivado e o policial Rafael de Freitas Monteiro Rodrigues, acusado de matar Eduardo no dia 2 abril de 2015, com um disparo de fuzil no Complexo do Alemão, deixará de responder pelo homicídio. Ele está em liberdade. 

A mãe do garoto, Terezinha Maria de Jesus, que mora em Corrente, cidade natal da família e onde Eduardo foi enterrado, disse que teme pelo caso. "Não é justo. Não pode chegar na minha porta, matar meu filho e ficar por isso mesmo", disse ao portal R7. 

O inquérito da Polícia Civil diz que o policial matou o garoto sem querer durante confronto com traficantes. O menino estava brincando na porta de casa e supostamente na linha de tiro. 

O caso ganhou repercussão com manifestação da Anistia Internacional, que repudiou o resultado do inquérito 

Hérlon Moraes (Com informações do R7)
redacao@cidadeverde.com

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