25/06/2016

Uespi divulga novo calendário acadêmico: aulas reiniciam após três meses de greve

Reitoria afirma que os campi que não aderiram à greve não sofrerão com atrasos e, aos demais, aulas só terminam em setembro 

2016.2 termina em fevereiro de 2017 (Foto: Reprodução) 
A Universidade Estadual do Piauí (Uespi) tornou público o calendário acadêmico/administrativo atualizado da instituição referente ao ano de 2016. A nova organização das atividades acadêmicas de todos os campi do estado se deu por conta da greve deflagrada em abril pelos seus professores, técnicos administrativos e alunos. 

De acordo com a determinação da Uespi, as aulas reiniciam normalmente no dia 24 de junho, sem prejuízos aos estudantes. Para os campi que não aderiram ao comando, como o de Bom Jesus, Corrente e Uruçuí, as atividades se encerrarão dentro do antigo prazo, no dia 12 de julho. “Para aqueles que aderiram à greve, o término deve acontecer na data de 16 de setembro”, afirma a pró-reitora de Ensino e Graduação, Ailma do Nascimento. 

Resolução foi assinada nesta sexta-feira (Foto: Divulgação) 

As aulas do primeiro período de 2016, àqueles que aderiram à greve, voltarão a partir desta sexta-feira (24/06), tendo o dia 16 de setembro como o último dia de aula. A determinação prevê que todos os campi iniciem os trabalhos de 2016.2 no dia 10 de outubro, sendo que o recesso acadêmico será do dia 23 a 31 de dezembro. O ano letivo de 2016 encerra no dia 17 de fevereiro, não havendo distinção entre quem aderiu ou não à greve. 

Veja o calendário de 2016 reformulado na íntegra aqui

ENTENDA 
No dia 18 de abril, professores, técnicos administrativos e alunos da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) decretaram greve na instituição por tempo indeterminado, em assembleia realiza em frente ao prédio do Palácio do Pirajá, no campus Torquato Neto, zona norte de Teresina. A discussão foi convocada pela Associação dos Docentes da Uespi (Adcespi). 

Dentre as pautas abordadas, os professores reivindicavam a revogação da lei que previa o congelamento dos salários, além de impedir a progressão de nível dos professores. Alunos e técnicos pediam por melhores condições na estrutura dos campi e assistência estudantil.

Fonte: O Olho

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