13/08/2015

Polícia prende sócia da Construtora Realize acusada de estelionato

De acordo com a delegada Carla Brizzi, que preside as investigações, Cristina já está detida em uma unidade prisional da capital

Cristina Rose Ibiapina Nunes de Souza (Foto: Divulgação)

Na manhã desta quinta-feira (13/08) se apresentou na Delegacia Geral a sócia administradora da Construtora Realize, Cristina Rose Ibiapina Nunes de Souza, acusada de lesar cerca de 400 clientes em um golpe milionário em Teresina.

A acusada estava foragida há semanas, e um mandado de prisão preventiva estava em aberto contra a mesma. De acordo com a delegada Carla Brizzi, que preside as investigações, Cristina já está detida em uma unidade prisional da capital.

Além dela, a polícia ainda tenta encontrar outro sócio da empresa que segue foragido. E há em aberto um mandado de prisão preventiva contra o mesmo.


Delegada Carla Brizzi (Foto: Manoel José/O Olho)

CADÊ O DINHEIRO?
Um documento apresentado pela acusada de gerenciar o esquema, revela que os mais de R$ 10 milhões que foram arrecadados dos compradores dos imóveis (vítimas) foram revestidos em obras. Devido a isso, nenhum recurso estaria disponível para ser revestido em pagamento de indenizações ou devoluções.

“Tudo que foi arrecado, segundo ela, foi revestido em obras nos empreendimentos. Um deles ela afirma que foram investidos R$ 7 milhões e no outros mais R$ 3 milhões”, destacou a delegada Carla Brizzi.


Obras nunca foram entregues (Foto: O Olho)

Brizzi ressaltou ainda que foram mais de 400 pessoas lesadas pelos acusados. Segundo ela, a acusado irá permanecer presa e certamente entrará com pedido de revogação da prisão ou mesmo um pedido de habeas corpus.

“Continuaremos investigando o caso. Por enquanto ela segue presa em uma de nossas unidades prisionais”, finalizou.

O ESQUEMA

As vítimas foram lesadas por três empresas: as construtoras Realize, Essencial e Real. Todas elas pertencentes a mesma pessoa, no caso, Cristiane Ibiapina. Os sócios já atuavam há mais de três anos no mercado imobiliário de Teresina.


Delegado Geral Riedel Batista e a delegada Carla Brizzi (Foto: Manoel José/O Olho)

Os empreendimentos Minerva Nogueira e Brilho do Sol deveriam ser entregues no início deste ano, mas sequer tiveram as obras iniciadas, com exceção do Minerva Nogueira, que já teve inclusive parte do que foi construído condenado por engenheiros.

Os clientes pagavam antecipadamente parte dos valores para os sócios, mas nada era construído no local das obras. A partir de então, as vítimas se juntaram e decidiram denunciar à Polícia Civil quando notaram que estavam sendo vítimas de um golpe.

O Delegado Geral Riedel Batista afirmou que o advogado de Cristiane garantiu que o empreendimento Minerva Nogueira será finalizado e entregue. Já o outro empreendimento não será construído, mas todo o dinheiro deveria ser devolvido aos lesados.

Repórter: Manoel José
Via: O Olho

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