Gleison Vieira da Silva, de 17 anos, morto no CEM pelos supostos comparsas, teria afirmado que recebeu uma proposta de R$ 2 mil para incriminar os três menores

(Foto: Divulgação/Polícia Civil)
A Defensoria Pública do Estado do Piauí pediu a absolvição dos três adolescentes acusados do estupro coletivo em Castelo do Piauí baseada em depoimentos colhidos no Centro Educacional Masculino (CEM). A
informação foi revelada em reportagem da TV Cidade Verde, durante
o Jornal do Piauí na edição desta terça-feira (04/08).
De acordo com a documentação obtida, o menor Gleison Vieira da Silva,
de 17 anos, morto dentro de uma cela do CEM, teria recebido uma oferta
de R$ 2 mil para que cometesse os estupros contra as quatro adolescentes
e acusasse os outros três envolvidos.
A informação seria de que as adolescentes vítimas da barbárie teriam
confessado em seus depoimentos que Gleison agiu sozinho no momento do
crime, e que não lembravam da participação de nenhum outro adolescente.
Na reportagem exibida, um adolescente internado na cela que fica ao
lado do local onde Gleison foi morto, disse que ouviu o menor confessar
que teria cometido todos os atos infracionais sozinhos e que o
verdadeiro acusado estaria foragido.
Em depoimento, um dos internos da ala D do CEM, confirmou que ouviu
Gleison "assumindo que havia feito; que tinha estuprado duas meninas;
que tinha mais dois envolvidos; que não declarou o nome dos dois; que
não informou se eram menores de idade; Gleison declarou que outros três
menores não tinham nada a ver; que não estavam sequer no morro".

(Foto: Reprodução/TV Cidade Verde)
ESPANCAMENTO
Ainda no depoimento do menor, Gleison teria afirmado que lhe foi
oferecido R$ 2 mil e um advogado para que acusasse os outros três
menores.
Um segundo depoimento também ressalta os mesmos pontos. O interno
relata que teria ouvido Gleison afirmar que tinha praticado os estupros
sozinhos e que os demais adolescentes não tinham nenhuma relação com os
atos infracionais.
No segundo depoimento o menor ainda relata que os adolescentes foram
espancados na delegacia de Campo Maior. Dentro do CEM, após a morte de
Gleison, também teriam sido espancados por um guarda desconhecido. O
trio "ficou colado na parede e uma mancha de sangue ficou no lugar".

(Foto: Reprodução/TV Cidade Verde)
Toda a documentação deve ser anexada ao inquérito e reforçar o pedido
de absolvição formalizado pela defensoria ao Tribunal de Justiça.
Fonte: O Olho/Edição: portal PHB em Nota
Fonte: O Olho/Edição: portal PHB em Nota