03/08/2015

Candidata do Piauí ao Miss Bumbum 2015, Claudia Pires diz que sofre preconceito

Aos 38 anos de idade, a representante do estado no concurso, que é casada, mãe e avó diz que sua maior vontade é “trazer a faixa” para o Piauí

Cláudia Pires / Foto: MBB / Divulgação

Um mal arraigado em uma parcela da sociedade, e que parece não ter fim: preconceito. Volta e meia ele vira assunto nos noticiários. Aos 38 anos de idade, casada, mãe, avó, dona de uma casa de show de entretenimento adulto ("Beth Cuscuz") e representante do Piauí no concurso Miss Bumbum 2015, Cláudia Pires diz estar sentindo na pele o peso de vários comentários desagradáveis.

Sobre a idade, o concurso, lugar que mora... são muitos os temas em que os críticos têm se dirigido a seu respeito, segundo Cláudia. A empresária - que é casada - revela, inclusive, que vem sendo chamada de prostituta. A maioria dos comentários são feitos em postagens de notícias na internet e em redes sociais como o Facebook.

“Sou feliz, bem resolvida, e estou representando o estado que amo. Não me importo com as críticas de alguns, que me julgam prostituta. Hoje sou bem casada, e respeito meu marido como toda mulher casada. Meu passado não importa”, comentou Cláudia Pires.

A empresária representará o Piauí no concurso que elegerá o bumbum mais bonito do Brasil, em 2015. “Quero muito trazer a faixa para o Piauí e mostrar para os sulistas que o Nordeste é maravilhoso. Lá sofri muito preconceito por representar o Piauí, mas não desisti, porque as pessoas que falam mal não conhecem esse povo e essa terra maravilhosa que escolhi viver”. Cláudia é goiana e mora no Piauí. Ela resolveu representar o estado na disputa, após receber o convite da organização. A votação pela internet começou nesta segunda-feira (03/08).

PRECONCEITO
De acordo com o advogado Josino Ribeiro, apenas para o preconceito racial existe uma repreensão no processo penal, com uma respectiva pena, inclusive com prisão que não admite fiança. “No mais todos os preconceitos, na esfera civil, são vetados pela Constituição Federal porque ela proíbe a discriminação”, explica o jurista.

“A cultura do preconceito ainda hoje é muito forte entre os brasileiros, ao invés de se preocupar com questões maiores eles afrontam a dignidade humana, afrontam a Constituição Federal”, diz o advogado. Quanto a pena, ele explica que na esfera cível há o ressarcimento por dano moral, para qualquer tipo de preconceito em que a pessoa se sinta lesada.

Repórter: Vitor Sousa  VIA 180 Graus


Nenhum comentário:

Postar um comentário

 

COOKIES