Homicida disse que matou porque vítima que inverter as posições.
Em depoimento na Delegacia de Homicídios, Carlos José da
Silva, vulgo Pelúcia, 25 anos, confessou que matou um homem após discussão
durante a relação sexual. Denildson Alves Rocha da Silva, conhecido como
professor Romulo, foi assassinado no dia 21 de dezembro de 2013, no bairro
Marquês. O homicida foi preso na última segunda-feira (29) e também é acusado pela morte do morador de rua, Carlos Henrique Silva, assassinado também no bairro Marquês, no dia 19 de junho deste ano.
Segundo o delegado Matheus Zanatta, que concedeu entrevista
coletiva nesta quarta-feira (01), Carlos José contou que no dia do crime foi convidado
para ir até casa da vítima. “O acusado teria combinado que seria o sujeito
ativo na relação sexual, enquanto a vítima seria passivo. No momento da
relação, o professor teria tentado inverter as posições, o que causou a
discussão e motivou o assassinato”, disse o delegado de Homicídios.
Mesmo diante das circunstâncias, o delegado Zanatta defende
que o crime não tem cunho homofóbico, pois o acusado já teria mantido relações
sexuais com outros homens, o que para ele descaracteriza o sentimento de ódio
ao homossexual. A vítima foi atingida brutalmente com uma barra de ferro na
cabeça.
Foto: Assis Fernandes/ODIADelegado de Homicídios, Matheus Zanatta
O delegado geral, James Guerra, alega que o crime homofóbico
é uma classificação sociológica, que não está previsto no código penal. “Para
nós é um homicídio brutal. Independente da opção da vítima, o crime será
tratado da mesma forma e a resposta será dada com a mesma firmeza”, justifica o
delegado.
Com relação à morte do morador de rua, Carlos Henrique, Zanatta
disse que a vítima foi morta com uma facada após pedir que o acusado lhe pagasse
uma dose de bebida alcoólica. “Como este se negou, houve a discussão. Ele
perseguiu a vítima e matou com uma faca de serra”, conta o delegado, que
presidiu i inquérito e indiciou o acusado por homicídio qualificado, com motivo
fútil.
Zanatta não soube afirmar com certeza se o qualificador - motivo
fútil - que é considerado como agravante para definir a pena do homicida, também
foi especificado no caso do assassinato do professor Romulo, pois este inquérito
foi presidido pelo delegado Higgo Martins, que não estava na coletiva. Precisamente,
Zanatta afirmou que o acusado foi indiciado por homicídio qualificado.
Fonte: Odia/Nayara Felizardo ( nayara@portalodia.com )