Foto ilustrativa
O projeto modifica a Constituição para submeter as decisões do Supremo Tribunal Federal ao
controle do Congresso Nacional.
Aumentará o número mínimo de votos necessários para declarar
uma Lei inconstitucional, passando
de 6 (maioria absoluta dos 11
membros) para 9 (4/5, ou 80%, dos 11 membros).
Exigirá que as súmulas vinculantes do Supremo Tribunal Federal
sejam aprovadas não mais pela
maioria, mas sim por 4/5 dos membros. As
súmulas vinculantes, que determinam interpretações
novas das Leis de
acordo com a Constituição e como deve ser sua aplicação para casos
parecidos,
têm o objetivo simples de unificar as decisões do tribunal
para casos em que as pessoalidades de cada
caso não interfiram no tema
principal. Além disso, após essa aprovação por 9 membros do STF,
a súmula ainda passará para a aprovação do Congresso Nacional, que terá 90
dias
para verificar se concorda ou não.
As decisões que declararem a inconstitucionalidade de uma
emenda constitucional não terão
efeito imediato, mas voltarão ao
Congresso Nacional. No Congresso, se decidirem de forma
diferente da
decisão do Supremo, a matéria vai para aprovação popular em plebiscito.
De acordo com o autor da proposta, o objetivo é combater o
ativismo judiciário, que para ele é
uma forma do Poder Judiciário tentar
se tornar protagonista das decisões do país interferindo na
posição do
Congresso Nacional em relação às Leis e emendas à constituição. Por
isso, ele acredita
que é o Congresso Nacional o responsável por decidir
se uma Lei é recepcionada pela Constituição
ou não, retirando do STF o
controle constitucional que existe.
|