Lucas Mugni (10) comemora entre Amaral e Paulinho após marcar o primeiro gol do Flamengo contra
a Cabofriense
Marcos Tristão / Agência O Globo
O Flamengo tem 32 títulos estaduais, é o maior campeão, e vai
disputar a sua 64ª final do Campeonato Carioca. O time, que já tinha
vantagem de poder perder por dois gols de diferença, venceu neste sábado
por 3 a 1 a Cabofriense, no Maracanã. Foi a terceira vez que os rivais
se enfrentaram em uma
semana. Na soma, o rubro-negro fez 11 gols no
adversário. Também foi a noite do
10: Lucas Mugni, autor de
dois dos
três gols da equipe na partida que põe o Flamengo à espera de Vasco e
Fluminense, que
jogam neste domingo. O rubro-negro tem a vantagem de
jogar por dois empates.
- Sempre falava que chegaria o momento. Estou bem mais adaptado, e os gols ajudam - declarou
Lucas Mugni.
Diante de quase seis mil pagantes, Jardel chutou de longe e Felipe
espalmou logo com um minuto
de jogo. O mesmo Jardel seria crucial em
jogada mais importante. Aos oito minutos, o argentino
Lucas Mugni roubou
a bola na intermediária, carregou até a entrada da área e chutou.
A
bola desviou em Jardel e encobriu o goleiro Cetin: 1 a 0 Flamengo.
Se
a tarefa do rubro-negro já havia ficado mais fácil com o primeiro gol, o
segundo praticamente
tirou do caminho qualquer ceticismo em relação ao
avanço do time à final. Aos 18, Muralha
levantou a bola na área e Mugni,
com o auxílio da saída errada de Cetin, cabeceou para as redes.
O
jogo ficou morno e o Flamengo tirou o pé, enquanto a Cabofriense pegou
pesado.
Ao sofrer entrada dura de Luizão na região lombar, Hernane, que
não marca há cinco jogos,
deixou o campo chorando de dores aos 38.
—
Foi um lance desnecessário. O Luizão já estava falando besteiras para
mim e deu aquela
joelhada Acho que teve um pouquinho, sim, (de maldade).
E o juiz disse que não
foi nada — afirmou Hernane,
sem garantir se terá
condições de enfrentar o Emelec, quarta-feira, em Guayaquil, no
Equador.
Reação tardia
No segundo tempo,
Gabriel, aos 14, chutou na rede pelo lado de fora. Logo depois, Mugni,
cansado,
deu lugar a Márcio Araújo. Do banco, com gelo nas panturrilhas,
o argentino viu, aos 19,
João Paulo fazer o terceiro em chute cruzado,
após bonita tabela com Alecsandro.
E o próprio João Paulo quase
fez o
quarto, aos 25, quando a bola explodiu no travessão.
Mas a noite
era mesmo do 10. Até daquele que vestiu a camisa com o número do outro
lado.
Foi o caso de Éberson, que diminuiu para a Cabofriense, aos 30.
Tarde demais. No fim,
Alecsandro garantiu que verá a semifinal deste
domingo sem torcer por nenhum lado.
- A gente não tem como
escolher adversário, porque são duas grandes equipes, de alto nível.
Eu
vou assistir ao jogo mas não vou torcer para ninguém - afirmou o
atacante.
FLAMENGO 3 X 1 CABOFRIENSE
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data-Hora: 29/03/2014 - 18h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Rodrigo Carvalhaes de Miranda (RJ)
Auxiliares: Rodrigo Pereira Joia (RJ) e Wendel de Paiva Gouvêa (RJ)
Público/renda: 5.977 pagantes/ R$ 362.990,00
Cartões amarelos: Pará (CAB)
Cartões vermelhos: -
GOLS: Lucas Mugni, aos 8'/1ºT (1-0); Lucas Mugni, aos 18'/1ºT (2-0); João Paulo, aos
16'/2ºT (3-0); Eberson, aos 29'/2ºT (3-1)
FLAMENGO:
Felipe, Recife, Wallace, Samir e João Paulo; Amaral, Muralha, Mugni
(Márcio
Araújo, aos 15'/2º) e Everton; Paulinho (Nixon, aos 30'/2ºT) e
Hernane
(Alecsandro, aos 39'/1º). Técnico: Jayme de Almeida.
CABOFRIENSE:
Cetin, Rodrigo Dias (Arthur Faria, aos 41'/2ºT), Luizão, Daniel Tijolo e
Leandro; Jardel, Pará (Filipi, aos 27'/2ºT), Silvano e Eberson; Keninha
(
Anderson, aos 28'/2ºT) e Fabricio Carvalho. Técnico: Alexandre
Barroso.
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