15/03/2017

Mais da metade da população piauiense está endividada

Crescimento é reflexo da situação econômica do país dos últimos anos

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Imagem: ilustrativa 

A falta de planejamento financeiro pode tornar as contas uma bola de neve. Gastando mais do que têm, parte da população se endivida e precisa encarar os juros na hora de realizar uma negociação com os credores. De acordo com dados da Federação do Comércio no Piauí (Fecomércio-PI), atualmente 55,1% das famílias da capital do Piauí está endividadas – taxa mais alta que no mês anterior, que foi de 51,6%.

Para o presidente da Federação, Valdeci Cavalcante, esse crescimento é reflexo da situação econômica do país dos últimos anos. “Em 2014, falou-se que o Brasil estava bem e que 2015 seria uma economia muito melhor. Diante disso, o povo foi às compras. O que aconteceu foi a descoberta de que o Brasil estava em plena recessão, com queda na produção de bens, serviços e, consequentemente, dos empregos. Com o mercado em desaquecimento, todos perdem: o povo perde seus empregos ou rendas, o comércio não vende, a indústria não produz e ninguém paga suas contas. Com isto, surge este índice absurdo de inadimplência”, ele pontua.

Cavalcante afirma que a economia começou a sinalizar positivamente, devido ao conjunto de medidas que vem sendo adotadas. “Saindo da recessão, voltaremos a produzir, distribuir e vender, gerar empregos e rendas e as pessoas, com certeza, procurarão pagar suas contas, tirar seus nomes do SPC e Serasa”, ele assevera.

Refletir sobre o futuro é necessário para poupar
Uma forma de se resguardar para que a oscilação na economia não prejudique tanto o orçamento familiar, é poupar para ter uma reserva financeira nos tempos de vacas magras. “A poupança é indispensável na vida das pessoas físicas, jurídicas e, mais ainda, do poder público. Quando um país, estado ou município, como também cada um de nós, tiver a cautela de fazer sua poupança estratégica, fica muito mais fácil se reinventar no momento de crise. É simples mas é a pura verdade”, o presidente aconselha.

“José do Egito, que governou o Egito, tornou-se o preferido do Faraó porque interpretou um de seus sonhos: 'Sonhei que observava um campo muito verde onde pastavam sete vacas gordas e bonitas. De repente, surgiram sete vacas magras e engoliram as sete vagas gordas. Acordei apavorado. O que significa esse pesadelo?'. José respondeu: 'O Egito viverá sete anos de grande produção e fartura, depois virão sete anos de seca e miséria'. E o faraó perguntou: 'E o que fazer?'. José disse: 'Teremos que aproveitar os sete anos de bonança e fartura pra fazermos uma poupança e reservas para suportarmos os sete anos de miséria'. E assim foi feito, e o o Egito pôde suportar os sete anos de escassez. Na economia não acontece milagres: é necessário competência e seriedade”, Valdeci acrescenta.

Para quem não sabe por onde começar a organizar sua vida financeira, é possível contar com treinamentos e cursos, como o Curso DSOP de Educação Financeira, que acontece em Teresina nos dias 15 e 16 de março. Com oito horas de duração, o evento acontece no Espaço Epa, próximo ao Posto 6, na Rua Anfrísio Lobão.

Segundo a diretora administrativa e educadora financeira, Marielle Baía, a ausência da educação financeira nas escolas acaba cobrando seu preço no futuro. “Nós aprendemos a consumir, não a poupar. O correto é termos autonomia financeira, pensar no futuro, nos educar financeiramente para que o dinheiro trabalhe pra gente. As pessoas não se preocupam, pais dão tudo aos filhos, e muita gente quer viver um padrão de vida acima daquilo que ganha”, ela explica.

Baía enfatiza que é preciso ter, pelo menos, doze meses de reserva estratégica. “Ela pode ser para urgências, como por exemplo se o carro quebrar, mas também pode ser para realizar sonhos, como uma viagem. Muitas pessoas não se preocupam em orçar seus sonhos para poupar e torná-los realidade. É preciso criar esse hábito, para se ter qualidade de vida. 

Ganhar muito não significa necessariamente ter uma vida financeira boa”, ela acrescenta.
No curso, as diretrizes Diagnosticar, Sonhar, Orçar e Poupar levam os participantes a refletirem sobre suas vidas financeiras, perceber onde está o problema, definir seus sonhos, calcular de quanto precisa e em quanto tempo, e passar a economizar e partir para a realização. “Temos que pensar no futuro que queremos, e mensalmente destinar pelo menos 10% do que ganhamos para ele. Nossa metodologia proporciona a reflexão e a possibilidade de mudança, através de exercícios práticos”, disse Marielle. Para mais informações sobre o curso, o contato é 9 8894-5831.

Fonte: Meio Norte

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