De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil do Piauí, Luccy Keiko, o gestor também foi indiciado por peculato.

Silas Noronha, prefeito de Pio IX — Foto: Arquivo Pessoal
A Polícia Civil do Piauí concluiu o inquérito e indiciou o prefeito de Pio IX, Silas Noronha (PSD), pelos crimes de favorecimento à prostituição ou outra forma de exploração sexual de crianças e adolescentes e peculato.
O caso passou a ser investigado após um ex-integrante da campanha denunciar que, a pedido dele, participou de um esquema de aliciamento de adolescentes de 13 e 14 anos. O ex-integrante da campanha e um sobrinho de Silas também foram indiciados.
Silas Noronha foi preso no dia 10 de abril de 2026 após se apresentar de forma espontânea da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), em Teresina. Ele foi solto no dia cinco de maio.
Ao g1, a defesa do prefeito informou que recebeu a conclusão da investigação com naturalidade.
O delegado-geral da Polícia Civil do Piauí, Luccy Keiko, disse em entrevista à TV Clube que o inquérito conduzido pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) ouviu quatro adolescentes.
"O inquérito demorou alguns meses, com muitas diligências. Foram quatro vítimas identificadas, quatro garotas que foram aliciadas. Todas foram ouvidas", disse o delegado.
Segundo a polícia, as provas reunidas incluem depoimentos de vítimas, testemunhas e familiares, escutas especializadas, conversas por aplicativos de mensagens, registros de movimentações bancárias e outros elementos investigativos.
Ainda de acordo com o delegado-geral, o gestor também foi indiciado por peculato após a investigação apontar indícios de utilização de recursos públicos nas ações.
"Temos também provas de que havia utilização de recursos públicos nesse aliciamento. Só em uma determinada empresa foram movimentados milhões com combustíveis. Quando digo movimentados, foram superfaturados. Temos relatório bem claro por parte do Tribunal de Contas do Estado", apontou o delegado.
O delegado informou ainda que a parte do inquérito que trata do suposto uso de recursos públicos será encaminhada ao Departamento de Combate à Corrupção (Deccor).
Após a conclusão do inquérito e os indiciamentos, o caso será encaminhado ao Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), que vai analisar as conclusões da investigação e decidir sobre os próximos passos.
Fonte: G1/PI