02/06/2026

Suspeito de matar manicure e carbonizar corpo é indiciado; foi preso no Pará

Foto: Tiago Melo / TV Cidade Verde

O Núcleo de Feminicídio do Departamento de Homícidio e Proteção à Pessoa (DHPP) indiciou Demétrius de Morais pelo homicídio qualificado da manicure Aline Nayara, de 24 anos, no dia 10 de julho de 2024. Na época, o corpo de Aline foi encontrado carbonizado após ela ser colocada dentro de pneus onde foi ateado fogo.

Segundo a delegada Nathalia Figueiredo, a prisão preventiva de Demetrius foi cumprida no último dia 28 de maio. O suspeito já estava encarcerado no sistema penitenciário do Pará. A delegada cita que no dia 22 de agosto de 2024, Demétrius teve a prisão temporária cumprida, mas acabou solto por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A investigação apontou indícios da autoria do crime por Demétrius de Morais. A polícia utilizou relatos de testemunhas, que viram Aline saindo de casa em um carro utilizado por Demétrius, assim como câmeras do circuito de monitoramento que mostraram o veículo próximo ao local onde o corpo foi encontrado.

“Para nós estava muito clara a participação direta dele. Foi monitorado a questão do carro que teria sido utilizado no crime, através das imagens foi visualizado esse carro nas proximidades do Rodoanel, local em que a vítima foi localizada. Então seguimos nesse contexto para o indiciamento. Na oportunidade representamos pela prisão preventiva dele, conseguimos informação que ele estava no Pará, já custodiado, solicitamos apoio e foi cumprido agora no dia 28”, cita a delegada.

Foto: Reprodução / Redes sociais

A investigação também apontou que Aline foi morta dentro do contexto de tráfico de drogas. A manicure atuava como Mula, nome dado a pessoa que transporta drogas. No dia 9 de maio de 2024, Aline saiu de casa por volta das 17h avisando que iria viajar. Horas depois ela enviou mensagem para mãe em texto. A mensagem despertou alerta da família, já que Aline costumava mandar mensagens de áudios para mãe.

“De fato ficou claro que a Aline realmente tinha envolvimento com o tráfico. O que a gente chama vulgarmente de Mula. As testemunhas relatavam que ela estava sempre cobrando uma quantia que a deviam. Essa dívida seria justamente fruto do tráfico que ela fazia. Ela viajava e levava certa quantidade de drogas para determinada cidade. E era sempre no sentido de confronto de quem estaria devendo”, descreve a delegada.

Demetrius de Morais foi indiciado pelo crime de homicídio qualificado, com motivo torpe, meio cruel e sem chances de defesa.

Fonte: Cidadeverde.com

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