05/04/2018

Ananda Sampaio é destaque na literatura piauiense



Formada em Jornalismo pela Universidade Estadual do Piauí (Uespi) e estudante de Letras – Inglês pela Uespi, Ananda Sampaio é uma das escritoras piauienses a participar do circuito do Projeto Arte da Palavra. Ananda Sampaio é um dos nomes mais novos da cena literária piauiense e vem experimentando uma significativa ascensão em sua carreira como escritora.

Este ano a escritora foi a Pernambuco e encerrará seu circuito na Bahia. Sua produção é composta por publicações como o livro Baião de Todos, que reuniu poetas piauienses de várias gerações e o livro de crônicas "O Vestido", lançado em 2017. Ananda também é integrante do projeto @coletivoleituras, que divulga livros e incentiva a leitura nas redes sociais.

Em entrevista ao Sesc Piauí a escritora fala da experiência de participar do projeto Arte da Palavra.

Sesc: Você pode falar um pouco da sua obra.

Ananda: Para mim é sempre difícil falar de algo que escrevo. Acredito que o que quero dizer está lá dentro resguardado a espera de alguém que queria ler e desvendar. Acredito que esse livro tenta falar das experiências mais simples e, por isso, mais humanas que estão presentes, vivas e, às vezes, disfarçadas no nosso corre-corre diário. Coisas que me fazem suspirar no meu embate e enlace com o mundo.

Sesc: O que você tem a dizer sobre a experiência de publicar na coletânea Baião de Todos

Ananda: Foi minha estreia e de forma muito especial. Dividi espaço com grandes poetas piauienses: Cineas Santos, Paulo Machado, Climério Ferreira, Paulo José Cunha… E, sem dúvida, é muito honroso já iniciar assim, ao lado de pessoas que já têm uma história dentro da Literatura. Agradeço ao professor Cineas Santos o convite para publicar minhas poesias e também para auxiliá-lo na organização.

Sesc: Quem é a Ananda escritora?

Ananda: A Ananda “escritora” não difere da Ananda de sempre. Gosto de me imaginar como uma pessoa comum. Porque é na vida das pessoas de onde eu retiro minha inspiração e minha perspectiva de mundo. Por isso, acho que a Ananda leitora é bem mais interessante do que a escritora. Escrever é o ato final, até chegar lá muita coisa já se passou dentro de mim.

Sesc: Como foi a experiência de participar do Arte da Palavra para a sua articulação enquanto escritora?

Ananda: O Arte da Palavra foi aquela porta dourada que se abriu para mim, me oferecendo um passeio e um mundo novo. Tenho conhecido pessoas, trocado ideias e vivido emoções muito enriquecedoras.

Sesc: Como foi o diálogo com o público durante a experiência da circulação?

Ananda: Fenomenal. Eu costumo me doar muito quando o assunto é literatura. Acredito que ser artista ou simplesmente escrever é se comprometer, de alguma forma, com o mundo e com as pessoas. Tive a honra de circular com o Otávio César, do Rio de Janeiro, morador do Complexo do Alemão, escritor e promotor de leitura. Tivemos muita sintonia porque somos dois loucos apaixonados pela leitura e conhecedores do poder de transformação da leitura.

Sesc: Qual será o próximo passo dentro do projeto Arte da Palavra?

Ananda: A próxima etapa será em maio, na Bahia, em três cidades, incluindo Salvador. Nunca fui à Bahia, portanto sou um tanto desconhecedora do que me espera. Mas posso dizer que é um lugar muito significativo para mim, tenho muitos ídolos baianos. Caetano e Gil são dois deles, ícones e referências importantíssimas para mim. Então, minhas expectativas são as melhores.

Sesc: Além do Arte da Palavra, quais têm sido suas experiências literárias no Sesc?

Ananda: O Sesc é uma casa, a casa do artista brasileiro. E tenho tido o prazer de participar de algumas atividades, que vão desde de conversas sobre literatura e mulher até ter uma caricatura minha exposta com a de outras escritoras piauienses no mês de março. Recentemente, participei de um laboratório de crônicas no Sesc Caixeiral e saí de lá em êxtase. Tudo muito maravilhoso!

Sesc: Deixe um recado para quem gosta de literatura e se interessa por escrita criativa.

Ananda: Acredito que essas pessoas já compreendem em menor ou maior escala a libertação que é a arte. Eu queria mesmo deixar um recado para aquelas que não sabem ainda o que é a literatura, ou para aquelas que têm apenas uma suspeita do que seja. Queria dizer que a leitura não é tortura, é prazer e engrandecimento. É um desvendar do mundo, e do que ser e estar no mundo. Portanto, queria que essas pessoas não perdessem a oportunidade de se tornarem ainda mais conscientes. Para aquelas que já gostam, continue, siga em frente. Um país se faz com homens e livros, disse Monteiro Lobato, parafraseando digo: um país se faz com livros, escritores e leitores.

Assessoria de Comunicação

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