![]() |
| Aécio Neves participa de reunião com a deputada federal Mara Gabrilli/Foto: Marcos Fernandes/ObritoNews / Divulgação |
O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio
Neves, voltou a rebater nesta terça-feira a acusação de irregularidades
na construção de um aeroporto em um terreno desapropriado de seu
tio-avô, na cidade de Cláudio (MG).
“A campanha começou, e começou como nossos adversários
gostam: com mentiras, com ataques à honra dos adversários. Essa é uma
praxe do PT”, disse. “A área em voga foi uma área desapropriada em
benefício do Estado, e a partir daí foi feito o processo licitatório.
Não é possível que qualquer pessoa em sã consciência ache que é possível
o poder público construir uma obra em uma área privada”, continuou o
tucano.
Segundo reportagem publicada pelo jornal Folha de
S.Paulo no último domingo, o governo do estado de Minas Gerais gastou R$
14 milhões para construir o aeroporto em 2010, no fim do segundo
mandato de Aécio como governador.
O terreno, que foi desapropriado em 2008, pertencia a
Múcio Guimarães Tolentino, tio-avô do tucano e ex-prefeito de Cláudio.
Ontem, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que irá pedir
ao governo de Minas Gerais e à prefeitura de Cláudio informações sobre a
suposta utilização irregular do aeroporto, que ainda não está
homologado pela agência e não pode receber operações aéreas.
Aécio
ainda disse que a proposta apresentada por seu tio-avô foi de R$ 9
milhões pela desapropriação, mas o Estado avaliou a área em R$ 1 milhão.
“Se houve alguém favorecido foi o Estado, não o meu parente”, disse o
tucano.
‘Órgão do governo vazou informação’
O senador José Agripino Maia (DEM-RN), coordenador da campanha de Aécio, disse que acha “curioso” que a notícia sobre a construção do aeroporto só tenha aparecido agora, no início da campanha eleitoral.
Sem citar a Anac, Agripino afirmou que a informação foi
vazada à imprensa por um órgão que “controla o funcionamento dos
aeroportos”. “O fato fundamental é que este assunto está sendo suscitado
quatro anos depois, em cima da campanha eleitoral, e com vazamento
seguramente de um órgão do governo que detém as informações”, disse.
Aécio disse também que soube ontem que o Ministério
Público de Minas Gerais arquivou, em abril deste ano, uma investigação a
respeito da construção do aeroporto. De acordo com informações da
campanha tucana, o pedido de apuração partiu de uma denúncia anônima.
“Soube ontem, nem sabia disso, que o Ministério Público
de Minas Gerais investigou essa obra em abril deste ano e arquivou o
processo porque não encontrou nenhuma ilegalidade. A obra foi feita
dentro da lei, atendendo a interesses de Minas Gerais”, disse Aécio.
![]() |
| Aécio Neves participa de reunião com a deputada federal Mara Gabrilli/Foto: Marcos Fernandes/ObritoNews / Divulgação |
No documento de arquivamento, publicado no dia 14 de
abril, a promotora Maria Elmira Evangelina do Amaral Dick lista as
respostas dada pela Secretaria de Transporte e Obras Públicas, entre
elas a de que “o público-alvo é toda a população de Minas Gerais, tendo
como meta a redução das distâncias entre os aeroportos”. Por fim, a
promotora afirma que as explicações apresentadas “mostraram-se
satisfatórias, não se vislumbrando qualquer irregularidade que
justifique a adoção de medidas outras pelo Ministério Público”.
As declarações de Aécio e Agripino foram dadas antes de
um encontro com entidades que lutam pelos direitos da pessoa com
deficiência, organizado no comitê da campanha tucana em São Paulo pela
deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP).
Políticas para deficientes
“O que
nós estamos fazendo aqui é um pacto na direção dos avanços que precisam
ser feitos. Estou oferecendo uma parceria, de quem acredita que o Brasil
pode dar um salto enorme na inclusão das pessoas com deficiência”,
disse Aécio.
Para Mara Gabrilli, o tucano é um "aliado" na aprovação da chamada Lei
Brasileira da Inclusão, que está em discussão no Congresso e da qual a
deputada é a relatora. “Aécio é um aliado para a votação dessa lei, e
depois para cumpri-la. Será uma grande mudança no cenário brasileiro”,
disse Mara.

