Suspeita foi presa na quarta-feira (8), após receber alta de hospital psiquiátrico. Segundo o Coren-PI, ela está impedida de exercer a profissão até a conclusão do processo ético.

Técnica de enfermagem é presa suspeita de tentar sequestrar recém-nascida em maternidade no PI — Foto: Divulgação/PCPI
O Conselho Regional de Enfermagem do Piauí (Coren-PI) suspendeu cautelarmente o registro profissional da técnica de enfermagem Auricélia Rocha, presa suspeita de tentar sequestrar uma recém-nascida na Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina. Com a medida, ela fica impedida de exercer a profissão até a conclusão do processo ético instaurado pelo conselho.
Segundo o presidente do Coren-PI, Samuel Freitas, a suspensão está prevista no Código de Processo Ético para casos considerados graves e tem como objetivo impedir que a profissional continue atuando enquanto a apuração está em andamento.
"Como se trata de um caso gravíssimo, o Código de Processo Ético prevê que possa haver uma suspensão cautelar para que, até a finalização do processo, ela não atue profissionalmente. Então, nesse momento, a inscrição dela, o registro profissional, fica suspenso até que esse processo finalize", afirmou o presidente à TV Clube.
Ainda segundo Samuel Freitas, o conselho aguarda informações da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa para dar andamento ao processo. Se necessário, também solicitará documentos à Polícia Civil e ao Ministério Público.
A técnica de enfermagem foi presa na quarta-feira (8), após receber alta do Hospital Areolino de Abreu, onde havia sido internada no dia anterior. Segundo a Polícia Civil, ela passou por interrogatório na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), mas permaneceu em silêncio.
O advogado Tiago Carvalho Moreira, que representa a suspeita, afirmou que ela faz tratamento psiquiátrico após sofrer abortos anteriormente. Segundo a defesa, a investigada ainda acredita estar grávida.
Suspeita não estava trabalhando no dia do crime
Ainda de acordo com a Polícia Civil, a técnica de enfermagem não estava escalada para trabalhar na segunda-feira (6). Ela teria utilizado as credenciais para acessar as dependências da maternidade.
“Se valendo do seu acesso como funcionária, foi em um dia que não estava trabalhando, se paramentou com as roupas de trabalho, entrou nos leitos de maternidade e conversou com várias pacientes”, detalhou o delegado Hugo Alcântara.
Ainda não se sabe o que motivou o crime. A investigação segue em andamento.
Fonte: G1/PI
Nenhum comentário:
Postar um comentário