"O governo federal está me maltratando só porque estou votando nesse Aécio. Queria que deixasse de fazer essa política baixa porque a população não tem culpa", denuncia Zé Filho.
Imagem: Bárbara Rodrigues/GP1
Zé Filho
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"O governo federal está me maltratando só porque estou votando nesse Aécio. Queria que deixasse de fazer essa política baixa porque a população não tem culpa". A liberação do recurso ocorria a cada seis meses, segundo ele. A chapa de Zé Filho (foto) abriga o tucano Silvio Mendes para a vice e Wilson Martins (PSB) para o Senado. O PT lançou candidato próprio, o senador Wellington Dias (PT).
O Ministério da Integração Nacional diz que "não há qualquer retaliação por parte do governo federal". Informa que, hoje, 538 caminhões circulam em 69 municípios e o governo federal repassou ao Estado, de 2012 até agora, R$ 641,6 milhões para ações contra a seca, R$ 286,7 milhões no programa Água para Todos e R$ 1,8 bilhão para obras do PAC. A mudança nas regras, diz, foi feita "para otimizar a aplicação dos recursos da União e zelar pela fiscalização do trabalho".
Zé Filho reclama que teve tratamento diferente de outros governadores alinhados com a candidatura de Dilma, pois eles foram beneficiados com a liberação do dinheiro em 2014. Alagoas recebeu R$ 10 milhões, Ceará, R$ 11 milhões e Sergipe, R$ 5 milhões. A explicação do governo é que os repasses eram parcelas remanescentes de convênios firmados no passado.
O governador lembra que rompeu com o governo em junho porque Dilma não cumpriu promessas "de dar encaminhamento nas questões da Eletrobrás e do porto de Lins Correia". "Quando chegou junho, não teve encaminhamento nenhum. Eu queria aquilo para ter um discurso para votar nela. Depois disso, piorou tudo".
GERMANA CHAVES, DO GP1
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