25/05/2018

Caso padaria: advogado diz que policial podia andar armado

Fotos: Rayldo Pereira

O policial Rodrigo Wanderlei Silva, envolvido em uma confusão que terminou em tiros em uma padaria da zona Leste de Teresina, foi preso na noite desta quarta-feira (28). Ele teve a prisão preventiva decretada pela juiza Valdenia Moura Marques, da 9ª Vara Criminal da Comarca de Teresina. W. Silva, como é conhecido, responde a processo administrativo por suposto desvio de parte do dinheiro apreendido de um assalto ao Banco do Nordeste em dezembro do ano passado. Em liberdade provisória, o policial estava impedido de portar arma de fogo, mas acabou atirando contra o cantor Saulo Dugado, que admitiu estar com os ânimos alterados no dia da confusão.


O advogado de defesa do policial, Pitagoras Veloso, apresentou uma intimação judicial onde o policial deveria depor no dia da briga. Segundo ele, por estar intimado judicialmente como policial militar, ele teria o direito de portar a arma.



“A arma que ele estava era de uso pessoal que ele já possuía e como ele era testemunha em uma importante audiência, ele tinha o direito de estar armado naquela situação”, afirmou o advogado.

Ainda segundo Pitagoras Veloso, uma representação criminal será iniciada contra o cantor. A família do policial mostrou interesse em se manifestar, mas segundo o advogado, “para evitar uma exposição desnecessária”, preferiu não se posicionar sobre a prisão. 

Pitagoras apresentou ainda durante a entrevista, o exame de corpo de delito feito no policial que confirma que ele sofreu agressão por parte do cantor. 



Investigação
O advogado admite que o policial responde a processo de investigação, mas afirma que irá provar a inocência de W. Silva. “Vamos provar que nem meu cliente nem o Erasmo estão envolvidos nessa acusação que fizeram contra eles”, conclui. 

Rayldo Pereira
Rayldopereira@cidadeverde.com

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