06/02/2018

Família de Camilla e Iarla Lima se juntam contra liberação de acusados

José Ricardo da Silva Neto é acusado pela morte de Iarla e foi solto 

Após decisão do juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Antônio Reis de Jesus Nolleto, de revogar a prisão do ex-tenente do exército, José Ricardo da Silva Neto, as famílias da jovem Iarla Lima Barbosa e de Camilla Abreu vão unir-se para tentar reverter a última sentença emitida.




As duas jovens foram assassinadas por seus namorados em Teresina no ano passado e os dois crimes choraram o Piauí.

Em entrevista ao 180graus, o pai de Camilla Abreu, Jean Carlos, afirmou que se solidarizou com a família da jovem Iarla por conta do caso e disse que o incidente é revoltante. “A justiça está soltando tudo quanto é tipo de bandido, porque não é possível um cara que é réu confesso tirar uma vida, atirar em outras e ser solto dessa maneira, não sei o que leva a libertação de uma pessoa dessas”, disse.

Jean Carlos, pai de Camila Abreu Foto: Maelson Ventura

Jean afirma ter receio de que no caso de sua filha, possa ocorrer uma mesma decisão. “Temos sim essa preocupação, porque como é que uma pessoa tira a vida da outra assim e fica por isso mesmo é bem complicado”.

Por telefone, o primo de Iarla Lima, Jordy Mesquita, afirmou que a família está sentindo muita dor por conta da decisão. “Estamos muito triste com a notícia, a família permanece de luto e a dor só aumentar com essa impunidade”, ressaltou. Para ele o fato de José Ricardo ser réu primário não justifica a revogação da prisão.

Ainda segundo Jordy, o pai de Camilla Abreu entrou em contato com sua família assim que soube da decisão do juiz e segundo ele, as famílias estão organizando uma manifestação para tentar reverter à decisão.

CASO IARLA BARBOSA
O crime aconteceu em junho de 2017, quando o casal saia de um bar na Zona Leste de Teresina acompanhado de uma irmã de Iarla e de uma amiga dela. Após um ataque de ciúmes, o ex-tenente do Exército José Ricardo da Silva Neto atirou contra a jovens. Iarla morreu no carro e as outras duas conseguiram fugir. José Ricardo dirigiu até seu condomínio com o corpo no carro, estacionou e foi preso depois no apartamento.

Allisson Wattson confessou que matou Camilla Abreu com um tiro 

CASO CAMILLA ABREU
Camilla Abreu, de 22 anos, era estudante de direito, e namorava com o policial Allisson Watson há 10 meses, quando no dia 26 de outubro desapareceu após sair com ele. Depois de dias de investigação, a Delegacia de Homicídios descobriu que o militar a matou com um tiro no rosto dentro do seu carro, jogou o corpo em um matagal e tentou limpar os indícios do crime, inclusive com a tentativa de se desfazer do veículo. Preso, ele confessou o crime, e investigações apontam que ela era constantemente agredida e alvo dos ciúmes do homem que a pressionou num relacionamento nocivo.

Fonte: Portal 180

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