05/01/2018

Polícia indicia PMs por homicídio e fraude após morte de menina no Piauí

Polícia Militar não apresentou os dois suspeitos à Polícia Civil. Investigação ouviu 11 testemunhas e reuniu resultados de exames periciais no local do crime e de corpo de delito.

Delegado Francisco Costa, o Baretta, titular da Delegacia de Homicídios. (Foto: Andrê Nascimento)

Os policiais da Delegacia de Homicídios concluíram e entregaram nesta sexta-feira (5) o inquérito sobre o caso dos policiais militares que atiraram contra o carro da família da menina Emilly Caetano, de 9 anos. 11 testemunhas foram ouvidas, além da mãe e do paida menina.


O soldado Aldo Barbosa Dornel e o cabo Francisco Venício Alves foram indiciados por homicídio doloso, tentativa de homicídio e fraude processual. No inquérito as condutas de cada policial são especificadas.

Segundo o delegado titular da Delegacia de Homicídios, o delegado Francisco “Barêtta” Costa, o documento foi encaminhado para a Vara de Inquéritos do Tribunal de Justiça. O inquérito, presidido pelo delegado Higgo Martins, tem cerca de 230 páginas, e além dos depoimentos, conta com exames periciais do local do crime e de corpo de delito nas vítimas.

Daiane Caetano, a mãe da menina Emilly, morta em abordagem policial. (Foto: Andrê Nascimento)

Segundo o delegado Barêtta, todos os depoimentos e provas periciais “se harmonizam”, ou seja, não entram em contradição entre si. O inquérito foi concluído no final do prazo de 10 dias a partir do momento do crime.

O único problema que a investigação enfrentou, segundo o delegado Barêtta, foi a dificuldade da Polícia Militar em apresentar os dois policiais envolvidos. Dois inquéritos foram abertos, um na Delegacia de Homicídios e outro na Corregedoria da Polícia Militar. O inquérito da Polícia Civil foi concluído sem o depoimento deles, que estão presos no Presídio Militar.

Pai da menina Emilly Caetano perdeu 100% da audição do ouvido esquerdo. (Foto: Piauí TV 1º Edição)

“Não existe investigação fácil ou difícil, mas infelizmente no início tivemos um problema, um obstáculo da nossa própria coirmã, a Polícia Militar, em não apresentar os policiais e não oferecer a cópia do auto de prisão. O que é por lei obrigada a fazer”, comentou o delegado.

Barêtta questionou o porquê de a Polícia Militar não ter apresentado os soldados. “Como é que um agente da lei se furta em cumprir a lei? Quer dizer que a polícia tem força para intimar o ‘Joãozinho’ da Vila da Paz, mas não pode intimar um agente da lei?”, disse Barêtta.

Fonte: G1 PI

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