23/01/2018

Juiz manda transferir ex-policial envolvido em morte de menina para presídio

Determinação estabelece que ex-policial será conduzido para Casa de Detenção Provisória, em Altos. Ex-policial militar participou de abordagem que terminou em morte.

Decisão do juiz Antônio Nollêto foi tomada nesta segunda-feira (22) (Foto: Reprodução)

O juiz Antônio Reis de Jesus Nollêto determinou nesta segunda-feira (22) a transferência do ex-policial militar Aldo Dornel para a Casa de Detenção Provisória de Altos, Norte do Piauí. O ex-soldado Dornel participou ao lado do cabo Francisco Venício da abordagem que terminou na morte da menina Emilly Caetano da Costa, de 9 anos. A decisão baseia-se no desligamento de Aldo Dornel dos quadros da Polícia Militar do Piauí.


O soldado Aldo Dornel foi exonerado a partir de decreto assinado pelo governador Wellington Dias (PT) que excluía dos quadros da PM-PI, quatro policiais que haviam sido nomeados sob júdice. Dornel não foi aprovado no exame psicológico da PM no concurso de 2010 e conseguiu entrar na corporação por meio de uma liminar obtida na Justiça. Porém a liminar estava anulado há mais de um ano e o soldado continuava nos quadros da PM.

Estima-se que 35 policiais militares que estão atualmente na corporação graças a liminares. A Procuradoria Geral do Estado (PGE) afirmou recentemente que um grupo de trabalho foi criado para analisar processos desde 2008.

A Polícia Militar do Piauí informou que ainda não foi notificada e que vai cumprir a decisão.

Morte com dois tiros
A menina Emilly Caeteano da Costa foi atingida por dois tiros no dia 25 de Dezembro, na Zona Leste de Teresina. A criança hegou a ser socorrida e encaminhada para o Hospital de Urgência de Teresina (HUT), mas não resistiu e veio a óbito. A mãe de Emilly, Daiane Caetano, foi atingida com um tiro no braço. O pai de Emilly, Evandro Costa perdeu a audição e ficou com uma bala alojada.

Os policiais militares que participaram da ocorrência, soldado Aldo Barbosa Dornel e cabo Francisco Venício Alves, foram autuados pela Corregedoria da Polícia Militar, e conduzidos ao Presídio Militar. Após um impasse na invetigação, já que no dia que o crime aconteceu a Polícia Militar baixou uma portaria informando que crimes praticados por militares deveria ser investigado pela polícia judiciária militar, a Polícia Civil ficou responsável pela investigação.

Entre os possíveis crimes imputados aos policiais estão homicídio e fraude processual

Fonte: G1/PI

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