19/01/2018

CGU identifica mais de 700 casos de acúmulo de aposentadorias no Piauí

Há indícios que parte desses benefícios foram pagos de forma indevida

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Imagem: Ilustrativa/Web

Em atendimento à determinação contida na Ordem de Serviço da Coordenação-Geral de Auditoria na Área de Previdência (CGPREV) apresentou nesta semana os resultados do trabalho de auditoria realizado nas bases de dados da Previdência Social, referentes aos atos e fatos da gestão praticados na área de concessão, atualização e manutenção de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no período de 01/01/2017 a 30/07/2017. Em análise no relatório de mais de duas mil páginas do órgão de controle, identificou-se 735 casos de irregularidades relacionados a beneficiários no Piauí.


Neste sentido, segundo a CGU há indícios que parte desses benefícios foram pagos de forma indevida. A ocorrência de inconsistências nos dados está relacionada à fragilidade nos sistemas corporativos do INSS. O fato já foi objeto de constatações de outros trabalhos realizados pela CGU desde 2002.

Para esta auditoria, a CGU recomendou ao INSS adotar providências para a cessação dos benefícios considerados irregulares por acumulação indevida e iniciar os procedimentos para a cobrança e restituição dos valores pagos indevidamente. Também houve recomendação para o aprimoramento dos sistemas, medida que vem sendo implementada, embora de forma lenta.

Em todo o Brasil, de acordo com a Controladoria Geral da União constatou-se indícios de acúmulos indevidos em 44.631 benefícios, que representam um gasto indevido mensal de R$ 37 milhões e anual de mais de R$ 484 milhões. Desse universo, 13.576 benefícios se encontram em situação de decadência, pois estão sendo recebidos há mais de 10 anos (prazo máximo que tanto o segurado quanto a Previdência Social têm para protocolar um pedido de revisão). Com isso, restam 31.055 benefícios ainda passíveis de correção, que representam um gasto indevido de quase R$ 26 milhões por mês e superior a R$ 336 milhões por ano para os cofres públicos.

Fonte: Portal Meio Norte

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