31/10/2017

Pai diz que namoro de Camilla com capitão da PM era sob ameaça e agressões




Jean Carlos, pai da estudante Camilla Abreu, suspeita de ter sido assassinada na última quinta-feira (26), afirmou que a filha permanecia no relacionamento com o capitão da PM, principal suspeito do crime, pois era constantemente ameaçada. Jean revelou à TV Cidade Verde que já havia pedido inúmeras vezes a jovem que terminasse o relacionamento e acrescentou que só tomou conhecimento do histórico violento do genro, após o desaparecimento da estudante.

“Eu pedi diversas vezes pra ela deixar aquele rapaz porquê a gente sente quando uma pessoa não serve pro filho. Eu acho que ela andava coagida, com medo, e ela tinha medo de deixar ele e ele mata-la, que foi o que acabou acontecendo. Eu quero pedir aí a todas as famílias que vejam esse caso como um exemplo. Eu não quero que isso aconteça com ninguém, com nenhuma família, tamanha dor”, lamentou o pai.

Jean conta ainda que o policial já chegou a atirar em um jovem pois ele teria cumprimentado Camilla com dois beijos em um restaurante. "Eu soube agora que ele tem um histórico de violência. Teve uma mulher aqui perto que ele espancava muito ela, botou o revólver na cabeça dela, é o que a vizinhança fala. E eles falavam que ele também batia nela quando vinha deixar ela aqui e se zangava. Uma vez ele deu um tiro no rapaz só porquê ele cumprimentou ela em um restaurante. O garçom que fosse atender não podia olhar pra minha filha que ele ficava com ciúme”, completa o pai.

O delegado titular da Delegacia de Homicídios, Francisco Costa, o Bareta, confirmou nesta terça-feira (30) a morte de Camilla, e trabalha agora para prender o principal suspeito, capitão da PM e namorado da jovem, e ainda em encontrar o corpo da estudante, que até o momento não foi achado.


Na casa de Camilla, o clima é de revolta e aflição à espera de notícias, e seu avô, Carlito Abreu considerado como um pai pela jovem, que morava com ele, é quem tem demonstrado maior sofrimento com a perda da net. Emocionado ele diz que avisou a ela, para que se afastasse do capitão e acrescentou que a jovem já teria chegado em casa com a clavícula quebrada, para ele, mais uma agressão sofrida por ela.

“Ela chegou com a clavícula quebrada aqui e disse que foi uma queda, eu não acredito. Hoje eu já acredito que foi ele também. Com certeza ela escondeu. Ele mesmo deve ter ameaçado a ela a não dizer e fizemos sabendo ainda que ela vivia com ele na marra, sem ela querer. Ameaçada de morte”, contou o avô.

Questionado sobre o que diria a neta se tivesse a oportunidade de conversar com a neta, o idoso desabafou que repetiria os avisos que fazia para ela com frequência. “Esse homem vai terminar lhe matando. Esse homem tem o perfil de um psicopata. Eu vejo muito acontecer isso. Pelo amor de Deus me atenda e deixe esse homem”, disse o avô.

Por fim, o avô finaliza, lamentando que a neta não contou para ele sobre as agressões sofridas e acrescenta que permanece no quarto da jovem buscando recordações. “Se eu soubesse de alguma coisa eu tinha denunciado e minha filha estava viva. Ela dizia que não ia acontecer, mas ela tinha medo de dizer as coisas pra mim. Por ela eu daria minha vida. Se apontassem a arma pra ela eu desviava a arma e ia no lugar dela. Acabou tudo, não tenho mais plano pra nada e não sei mais o que vai ser da minha vida daqui pra frente. Eu fico lá no quarto dela, onde ficava com ela, deitado, cheirando o lençol olhando para as coisas dela. Só Deus mesmo que sabe dizer. Não sei se vou aguentar”, desabafou emocionado.

Rayldo Pereira
rayldopereira@cidadeverde.com

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