30/10/2017

Homicídios assume investigação de estudante desaparecida; amiga relata violência


Atualizada
O tio de Camilla Abreu, de 21 anos, desaparecida desde a última quinta-feira pediu ajuda da família do namorado da jovem, para que ele contribua com as investigações da Polícia. Jandeylton Rodrigues, que também é policial militar, comentou em entrevista ao Jornal do Piauí desta segunda-feira (30) que a ausência do namorado na espera por notícias da jovem, despertou suspeitas da família em relação ao PM.

"Eu quero até aproveitar para pedir a família do capitão, os pais e irmãos e parentes que conversem com ele e que peçam a ele que se souber de alguma coisa nos dê informação que a gente já está há cinco dias na espera e buscamos uma solução o mais rápido possível. Ele foi a última pessoa que encontrou com ela e eu espero em Deus que ele não tenha feito isso, pois vai ser uma tristeza em dobro. Por ele ter feito isso e por ele ser companheiro de farda, já que eu também sou policial. Ela sempre que saía com ele ia pra casa dele e passava o dia com ele, por isso não tivemos a preocupação de procurar na quinta-feira, tendo em vista que ela estava lá. Mamãe estava sem crédito no celular, ela não tinha falado no grupo, nas redes, em nada e a partir daí a mamãe começou a ligar pra ela e ela não retornava. Foi quando liguei e mandei mensagem pra ela e nada", conta o tio.

Jandeylton acrescenta que a versão do policial de que a jovem teria entrado em casa não é confirmada pela família, já que o portão não poderia ser aberto por fora. "Sábado pela manhã o pai da camila falou com ele, e ele disse que tinha deixado a Camila na porta de casa que ela tinha entrado. E isso não aconteceu pois o portão não seria aberto por fora. Ela teria que bater, ou ligar", disse.

Matéria original
Por determinação da Secretaria Estadual de Segurança Pública, a Delegacia de Homicídios assumiu as investigações do desaparecimento da universitária Camila Abreu, 21 anos. A jovem sumiu na última quarta-feira (25). Pessoas próximas da estudante foram intimadas para prestar depoimento na especializada. 

Uma das amigas que vai depor é Valéria Gomes, que está receosa com o que possa ter ocorrido. Ela revela que estava um "pouco distante" da amiga porque não gostava do comportamento "agressivo" do namorado de Camila. O casal está junto há dez meses e mantém um relacionamento de "idas e vindas", segundo Valéria.

A amiga revelou, inclusive, que a estudante relatou ter sofrido agressões do namorado.

"Ela chegou a me enviar uma foto do braço dela machucado, com hematomas. Também já disse que o namorado apontou uma arma para cabeça dela, que a espancava. Depois ela falava que era uma brincadeira de mal gosto dele", relembra Valéria Gomes. 

Em entrevista à TV Cidade Verde, amiga fez ainda outras revelações. Camila teria dito a uma amiga que estava com medo do namorado durante a ida dos dois a um quiosque localizado na zona Leste, na ultima quinta (25). Valéria afirma que o companheiro de Camila afastava a jovem das amizades porque "tinha ciúmes de tudo". 

"A Camila chamou uma amiga [Luana] para encontrar ela e o namorado no quiosque, no dia 25, porque estava com medo do companheiro, que apresentava ciúmes", reitera Valéria que encontrou a amiga pela última vez na terça -feira (24), um dia antes do desaparecimento. Luana também presta depoimento hoje na Delegacia de Homicídios. 

Post da jovem no dia do desaparecimento

"Ela estava nervosa e ultimamente tomava muito Rivotril. Não queremos julgar ninguém, mas queremos que seja tudo esclarecido e que nosso coração esteja preparado para qualquer resposta. O meu sentimento é de desespero porque a gente não sabe se ela está viva, se está espancada, a gente imagina ela no mato, presa, acorrentada, espancada por que já era dele [namorado] tratar ela mal", finaliza a amiga acrescentando ainda que não gostava do namorado de Camila porque ele chegou a fazer 'propostas indecorosas'. "Ele chegou a propor uma relação a três". 

O nome do suspeito não foi revelado. 

Polícia refaz 'últimos passos' da estudante

O coordenador da especializada, Francisco Costa, o Baretta, busca indícios para entender as circunstâncias do desaparecimento da jovem e descobrir se o sumiço é criminoso ou não. 


"Sendo um fato criminoso vamos investigar as circunstâncias para chegar ao autor do crime. A investigação está evoluindo e até o fim da tarde de hoje teremos mais definições desse caso", adianta Baretta.

O delegado frisa que serão refeitos "todos os passos" de Camila até o momento do desaparecimento. 

"Ela foi levada pelo namorado para faculdade por volta das 19h de quarta. Antes de acabar a aula, o namorado de Camila pegou ela na faculdade, às 21h, e de lá, foram para um quiosque na zona Leste. Em seguida, uma amiga de Camila, identificada como Luana, encontrou os dois no bar. Depois do encontro, o namorado de Camila deixou sua amiga em casa. Ele diz que também levou a namorada para a residência dela, no entanto, a moça está não foi mais vista pela família.", conta o coordenador da Especializada.

Baretta prefere não apontar suspeito, mas reforça que serão realizadas várias oitivas, inclusive do namorado da jovem. 

O celular da jovem, encontrado em uma lixeira às margens da BR-343, já foi apreendido e será periciado.

Flash Izabella Pimentel
Redação Graciane Sousa e Rayldo Pereira
redacao@cidadeverde.com

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