25/09/2017

Secretário pede orações em meio a greve, motins e denúncia de tortura no Piauí

Em uma semana dois motins foram realizados no sistema penitenciário do Piauí e governo foi denunciador por tortura contra presos. 

 
Daniel Oliveira publicou pedido de oração em redes sociais (Foto: Reprodução) 

Com a greve dos agentes penitenciários iniciada no dia 11 de setembro completando duas semanas o secretário estadual de Justiça do Piauí, Daniel Oliveira, pediu em redes sociais "uma corrente de oração" pelo sistema prisional do Piauí. Nesta semana o Comitê de Prevenção e Combate à Tortura registrou denúncia de que presos passaram mais de 24 horas sem comer e neste sábado (24) 100 presos envolveram-se em um motim. 

Na mensagem divulgada pelo secretário haveria mais de mil apoiadores na corrente de orações. Daniel Oliveira pede na mensagem: "fazer uma corrente de oração e nos unir em favor do bem" para este domingo. "Já temos mais de 1 mil apoiadores na corrente de oração", diz o secretário na mensagem. Procurado pelo G1 para comentar o alcance da mensagem Daniel Oliveira não atendeu às ligações. 

Na última terça-feira (19) Daniel Oliveira editou uma série de regras que proibiam "diálogos sugestivos de ilicitudes" em seu gabinete. 

A Secretaria de Justiça do Piauí (Sejus) informou que neste domingo a Penitenciária Mista Juiz Fontes Ibiapina, em Parnaíba, foi palco do que é chamado por ela de "Operação Habitar". A unidade foi palco no último sábado de uma confusão envolvendo o recebimento de material levado por familiares de presos. A Sejus permitiu que os presos possam receber as sacolas com material autorizados por lei e informou que também foi possibilitado o atendimento regular dos advogados. 

Na última quinta-feira (21) detentos da penitenciária Gonçalo de Castro Lima, conhecida como Vereda Grande, cidade de Floriano, fizeram um motim. Na penitenciária há 342 presos para 184 vagas e segundo o Sinpoljuspi praticamente todos aderiram. 

Decisão de desembargador garante 60% das visitas

Governo e o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí (Sinpoljuspi) travam uma disputa em torno da determinação do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ) que pelo menos 60% dos agentes penitenciários que estão de greve estejam no trabalho. A Sejus diz que a medida não é cumprida, enquanto os agentes garantem que a decisão do desembargador Edvaldo Moura é respeitada. 

“A greve continua cumprindo a determinação do desembargador e as visitas entram sem material que as visitas sempre levam porque a penitenciária dá café, almoço e janta e não tem precisão dos presos receberem alimentação trazida pela família”, disse o diretor sindical do Sinpoljuspi, Jéfferson Dias. 

Através da Sejus, o secretário Daniel Oliveira disse que há um boicote ao direito de vista dos familiares. “Infelizmente, a organização Comando de Greve não está a cumprir com a determinação judicial emanada do Poder Judiciário ao buscar, a todo momento, tumultuar ou mesmo boicotar o direito de visita dos familiares”, disse. 

Presos nus e sem comer motivam denúncia de tortura


Vídeo mostra maus tratos a presos em presídio em Altos 

Esta semana o Comitê de Prevenção e Combate à Tortura no Piauí apresentou denúncia contra o Governo do Estado e Secretaria de Justiça do Piauí pelo tratamento desumano e agressões sofridas por 43 presos transferidos da Central de Flagrantes de Teresina para a Casa de Detenção de Altos. Imagens obtidas com exclusividade pelo G1 mostram detentos sendo agredidos e obrigados a ficar nus. A Secretaria de Justiça (Sejus) informou que vai apurar o caso. 

Os presos foram levados de Teresina para Picos e depois para Floriano, em seguida Campo Maior e por último Altos, totalizando 830 km. Sem ser recebidos em nenhuma unidade prisional, por causa da greve dos agentes penitenciários, os detidos foram conduzidos para a antiga penitenciária Nelson Mandela e posteriormente o Centro de Detenção Provisória de Altos.

Fonte: G1 PI 

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