21/09/2017

Presos promovem quebradeira em penitenciária do Piauí

A confusão começou nos pavilhões B e C, se estendendo para o pavilhão A



Agentes penitenciários, com apoio da Polícia Militar, através da Força Tática, tiveram de agir no final da manhã desta quinta-feira (21/09), para conter a ação de detentos da penitenciária de Vereda Grande, em Floriano (PI), que se amotinaram, promovendo um verdadeiro quebra-quebra dentro da unidade.




A confusão começou nos pavilhões B e C, se estendendo para o pavilhão A, quando os presos começaram a quebrar as paredes das celas para remover pedras e entulho, além de barras de ferro, e usá-las contra os agentes.

Graças a uma resposta rápida com apoio da PM - que contou também com a ajuda de agentes que suspenderam a folga para ajudar a conter a situação - boa parte dos detentos foram controlados.

Contudo, um grupo de pelo menos 30 presos continua a quebradeira nas celas.

Imagens compartilhadas pelo Sindicato dos Agentes Penitenciários mostra a confusão no pátio da unidade. Dezenas de detentos usam camisas para esconder o rosto, enquanto jogam pedras e barras de ferro em direção aos agentes. É possível ver o momento em que a polícia usa bombas de efeito moral e efetua disparos para tentar dispersar o grupo.


"Já está sob controle, mas na cadeia, está tudo quebrado", diz um agente em áudio compartilhado com a imprensa.

Ao comentar sobre o motim, em nota, a secretaria de Justiça disse que 380 detentos foram levados para a área de contenção e diz que os danos aos pavilhões são de "média proporção". Diz ainda que os prejuízos serão informados ao setor de engenharia, para os devidos reparos.

SEJUS ALEGA DESCUMPRIMENTO DE DETERMINAÇÃO

A tensão no sistema prisional piauiense se agravo desde o dia 11 deste mês, quando os agentes penitenciários deflagraram greve por tempo indeterminado. O Estado acionou a justiça através de dissídio coletivo, mas até agora o movimento não foi declarado ilegal.


Porém a Sejus afirma que as determinações impostas pelo desembargador Edvaldo Moura não vem sendo cumprida pela categoria, tais como a permissão para que visitas entrem com pertences e alimentos para os detentos em várias unidades. Isso, segundo a secretaria, estaria sendo ordenado pelo comando de greve.

E promete comunicar a situação para a justiça.

O secretário Daniel Oliveira diz que "lamentavelmente, o comando de greve já está há 10 dias prejudicando muitas ações no sistema prisional, além de não cumprir na integralidade a determinação do TJ, ao boicotar a entrada de familiares com sacolas ou alimentos e pertences para os presos".

Fonte: 180

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