22/08/2017

Piauí tem maior número de desempregados desde 2012; diz IBGE

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) apontam um agravamento do cenário econômico, segundo instituto. 

 
Taxa de desemprego cresce no Piauí, segundo PNAD Contínua (Foto: Reprodução/ IBGE) 

O Piauí registrou no segundo trimestre a maior taxa de desocupação desde que a pesquisa foi criada em 2012. A taxa de desemprego no Piauí foi de 13,5%, sendo a maior taxa da série histórica, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo estudo. Na prática são 192.000 piauienses sem emprego no segundo trimestre deste ano, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). 

Segundo o Supervisor de Documentação e Disseminação de Informações do IBGE, Eyder Silva, o resultado representa um agravamento da crise. “Nós começamos em 2012 e é a maior taxa da série histórica. No levantamento anterior eram 175 mil pessoas desocupadas. É uma piora do cenário como o aumento da desocupação já este ano”, disse referindo-se aos primeiros três meses deste ano. 

Levando em consideração o mesmo período de 2016 os dados apontam um aumento ainda maior do desemprego no Estado. “Em Abril, Maio e Junho de 2016 eram 142 mil pessoas desocupadas. Em um ano aumentou em 50 mil pessoas o número de desempregados no Piauí”, apontou o supervisor do IBGE. 

As atividades econômicas que mais contribuíram para o aumento do desemprego no Piauí na comparação do segundo trimestre de 2017 com o mesmo período de 2016 foram a construção, com aumento de 14,5% no número de desempregados; a agricultura, com crescimento de 11,3% e o comércio com elevação de 10,4%. 

Capital também enfrenta aumento de desemprego

Em Teresina também houve uma elevação na taxa de desemprego em relação ao trimestre anterior, tendo passado de 11,90% para 12,80%. "Teresina teve uma elevação, mas não aponta a quantidade, ficando restrita a taxa percentual. É menor que a do Piauí", enfatizou Eyder Silva. O supervisor explicou a capital evitou que o índice de desemprego no estado fosse ainda maior. 

"O interior eleva a média. Se tirasse Teresina da pesquisa a média de desempregados seria bem maior", comentou Eyder acrescentando que no segundo trimestre de 2016 o desemprego na capital era de 9,9%.

Fonte: G1 PI 

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