26/07/2017

Por WhatsApp, suspeito de vazar 'nudes' fez tortura psicológica com vítimas, diz polícia

Delegado pede que vítimas busquem a polícia, para ampliar investigação. Duas mulheres registraram boletim de ocorrência, mas há suspeita de crime contra 30 pessoas.

Imagem: Ilustrativa 

A polícia civil do Piauí está buscando o suspeito de compartilhar imagens íntimas na cidade de Coivaras, 68 km de Teresina. Até o momento dois boletins de ocorrência foram registrados, mas há a suspeita de 30 vítimas no município. Ainda não se sabe se apenas uma ou mais pessoas participaram da ação. Segundo o delegado Daniel Pires, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Alta Tecnologia (Dercat), além do vazamento as vítimas sofreram tortura psicológica.


"Desde o início de julho as fotos começaram a ser compartilhadas unicamente por WhatsApp, em grupos. A pessoa dizia que iria compartilhar as fotografias aos poucos, causando temor nessas mulheres e adolescentes, anunciando o que iria fazer e deixando todas tensas, em pânico", disse ele nesta terça-feira (25) ao G1.


O delegado destacou que, para a polícia, no momento os casos de apenas duas vítimas estão sendo investigados, já que somente as duas buscaram a polícia para registrar boletim de ocorrência. Uma delas tem 19 anos e outra tem 16 anos. Contudo, na cidade, moradores relatam que dezenas de mulheres tiveram imagens íntimas compartilhadas. O número, pode chegar a 30 vítimas, segundo o delegado.


Daniel Pires explicou que nas duas situações o vazamento configura crime. A jovem de 19 anos, segundo a polícia, foi vítima de injúria e difamação. Já no caso da adolescente, o suspeito pode responder por pornografia infantil.


"A pena para os crimes contra a honra não deixam ninguém preso, infelizmente. É uma pena muito leve para um crime desses. Há um projeto de lei tramitando no congresso para criminalizar esses casos, mas mesmo assim a pena é branda. Já no caso da menor, se a pessoa apenas receber e armazenar, não apagar as imagens, a pena já varia de um a quatro anos de prisão. Se repassar as fotos, a pena é de três a seis anos", disse.


Por enquanto, a polícia sabe apenas que as duas vítimas fizeram as próprias "nudes" e enviaram a pessoas de sua confiança. Não se sabe ainda se eles mesmos compartilharam com outros ou se tiveram seus celulares invadidos. Essa diferença configura diferentes crimes.


O delegado pediu que outras vítimas procurem a polícia, para que todos os culpados sejam punidos. "Como a Dercat fica em Teresina, mas estamos investigando a pedido do próprio Secretário de Segurança, estamos indo à cidade uma vez por semana até a conclusão do inquérito para ouvir diretamente as vítimas, as pessoas serão comunicadas da nossa ida. Pedimos que nos procurem", orientou.

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