19/07/2017

Climatologista da UESPI explica mudanças de temperatura sentidas por piauienses

Dra. em Geografia, Suzete Sousa, explica sobre mudança de temperatura no estado

A sensação térmica de até 17°C vem atingindo a maioria dos piauienses nos últimos dias. Acostumados com os termômetros registrando temperaturas sempre elevadas, a mudança surpreende. Mas ela tem justificativa e é explicada pelo início do inverno no hemisfério Sul que é consequência da Massa de ar polar atlântica que transporta ventos frios com baixa umidade e baixas temperaturas combinado com a ausência de nebulosidade chegando ao território piauiense. Apesar das baixas temperaturas estarem agradando, a Dra. em Geografia e professora de Climatologia da UESPI, Suzete Sousa Feitosa, adverte que esses dias amenos estão próximos do fim e não se estenderão até agosto.

A massa de ar fria proveniente do Atlântico Sul pela Patagônia gera um sistema de alta pressão atingindo boa parte do território brasileiro chegando até o Piauí pela circulação atmosférica. De acordo com Suzete Sousa, o frio permanece enquanto estiver ocorrendo essa frente fria na região subtropical. “As baixas temperaturas não se estenderão em agosto ou setembro devido a sazonalidade atmosférica que vai fazer com que o recebimento de radiação (calor) se intensifique, e com a umidade baixa, as temperaturas ficarão mais altas e produzirão temperaturas quentes nos próximos meses, conhecidos como ‘Período do B-R-O BRÓ'”, explica Suzete.

A sensação térmica dos últimos dias muda a rotina do piauiense e traz um conforto que o fez dispensar o ar condicionado e o uso de ventilador. E não apenas isto, as baixas temperaturas também podem afetar as lavouras que tem uma relação muito forte com o clima de um lugar.

Quando as temperaturas aumentarem, algo que ocorrerá no período seco, compreendido entre os meses de setembro a dezembro, haverá um aumento do calor e com isso haverá a necessidade de intensificar o uso do ar refrigerado para diminuir o desconforto térmico.

Ausência de chuvas
Apesar da queda na temperatura, não há a presença frequente de chuvas e o frio não afetará o período do B-R-O BRÓ. “Iniciamos o equinócio de primavera em setembro no País e esse período não caracteriza temperaturas amenas e precipitação de chuvas mas, no entanto, há ocorrência de chuvas isoladas que são popularmente chamadas de chuvas da ‘manga e do cajú’. Essas chuvas não caracterizam uma estação chuvosa, são precipitações isoladas e que não se estaciona”, esclarece Suzete.

Ainda de acordo com a pesquisadora, é preciso aguardar a previsão de tempo. “Há uma imprevisibilidade que nem mesmo os estudos meteorológicos podem dizer, mas, de qualquer modo essa leitura atmosférica logo produzirá outros sistemas atmosférico que vão se renovando”, conclui.

Assessoria de Comunicação - UESPI

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