05/07/2017

Banco postal pode fechar em 114 cidades do Piauí

Decisão determina a instalação de portas giratórias em agências, mas liminar suspendeu determinação. 

 
Agência dos Correios em Castelo do Piauí foi arrombada este ano (Foto: Gilcilene Araújo/G1) 

Apenas uma decisão liminar impede o fechamento de 114 agências de banco postal no Piauí. Após uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinando a instalação de portas giratórias como mecanismo de segurança nas agências dos Correios que realizam os serviços de banco postal, outra decisão em caráter liminar suspendeu a primeira. Não há prazo para a definição em torno do assunto. 

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios, uma ação de 2008 pedia a instalação de equipamentos de segurança nas unidades a fim de evitar os assaltos, principalmente no interior do Estado. “Essa discussão se origina de uma ação na Justiça do Trabalho que requeremos em 2008 por causa dos assaltos constantes. O Ministério Público do trabalho levou a ação civil pública adiante”, disse o diretor jurídico do sindicato, José Rodrigues. 

Uma primeira vitória, segundo o sindicalista, foi a instalação de segurança armada nos Correios. “Em 2010 foi decidida a instalação do segurança, como pessoa física, mas sem definição a respeito da porta giratória, já que a empresa entrou com recurso. No ano passado veio a decisão de colocar porta giratória em todas as agências do Estado”, explicou Rodrigues mencionando decisão do TST sobre o assunto. 

O sindicalista relata que a empresa alega não ter recursos para cumprir a decisão e por isso optou pelo fechamento. “A empresa fala da questão financeira para ao invés de cumprir a decisão judicial, decidir fechar as 114 agências. Fala-se que decisão judicial não se discute, se cumpre. Mas, no Brasil, e principalmente no Piauí é desse jeito”, comentou Rodrigues ao apontar questões políticas como o pano de fundo para a manutenção das agências abertas, sem mecanismos de segurança. 

Não há prazo para que a liminar que mantém as agências sem segurança seja apreciada pelo pleno no TST. Procurada, a assessoria de Comunicação dos Correios não se manifestou até o fechamento da reportagem.

Fonte: G1 PI 

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