17/05/2017

Dono da JBS gravou Temer dando aval para pagar silêncio de Cunha, diz jornal

'Tem que manter isso, viu?', teria dito o presidente ao saber de mesada para ex-presidente da Câmara, segundo jornal O Globo 

O presidente Michel Temer durante cerimônia alusiva a 1 ano de governo, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF) - 12/05/2017 (Evaristo Sá/AFP) 

Em acordo de delação premiada firmada com a Procuradoria-Geral da República, o dono da JBS Joesley Batista gravou um áudio em que o presidente Michel Temer aparece dando aval para o pagamento de uma mesada ao ex-deputado Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro, segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo na tarde desta quarta-feira. 

Segundo a reportagem, Temer teria indicado na frente de Joesley o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para solucionar um assunto da J&F (holding que controla a JBS), cujo conteúdo não foi revelado. Depois, Rocha Loures teria sido filmado recebendo uma mala com 500.000 reais enviada por Joesley. 

Ainda de acordo com o jornal, o empresário teria afirmado a Temer que estava pagando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada para eles ficarem calados. Os dois estão presos — Cunha na Operação Lava Jato; e Funaro na Operação Sépsis. Diante desta afirmação, Temer teria dito: “Tem que manter isso, viu?”.

Aos procuradores, Joesley esclareceu que não foi o presidente que determinou os pagamentos a Cunha e Funaro, mas que ele tinha conhecimento do esquema, cujo objetivo era silencia-los. O áudio teria sido gravado na noite do dia 7 de março, quando Joesley se encontrou com Temer no Palácio do Jaburu. O empresário estava com um gravador no bolso. 

Para fechar a delação premiada com a PGR, Joesley Batista se prontificou a entregar áudios e vídeos como prova. Outros seis executivos da empresa também participaram do acordo. Segundo o jornal, eles realizaram ações combinadas com os investigadores, que acompanharam de longe os crimes para conseguir o flagrante. 

A delação premiada dos executivos da JBS está nas mãos do ministro do STF Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato na Corte — cabe a ele homologar o acordo. Na última quarta-feira, os irmãos Joesley e Wesley Batista se reuniram com o ministro para dizer que as revelações à procuradoria foram feitas por livre e espontânea vontade, conforme prevê a legislação.

Fonte: Veja.com

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