23/03/2017

Conselho de Odontologia notificou 50 estabelecimentos somente este ano

'Ninguém gosta de trabalhar em um lugar insalubre', diz presidente do CRO. Em Nazária, todas as unidades fiscalizadas no município, foram notificadas.


Unidades Básicas de Saúde em Nazária são fiscalizadas pelo CRO/PI (Foto: Divulgação/CRO)

O Conselho Regional de Odontologia do Piauí (CRO/PI) notificou 50 estabelecimentos no estado apenas nos três primeiros meses do ano de 2017 por problemas na infraestrutura dos locais, que vão desde paredes inflitradas até caixas de lixo colocadas em lugar inadequado. O número ultrapassa a quantidade de 24 unidades fiscalizadas durante todo o ano de 2016.

Dentre as fiscalizações realizadas no mês de março em Nazária, município localizado a 30 km de Teresina, todas suas quatro unidades fiscalizadas foram notificadas. Após a constatação de problemas na infraestrutura dos locais, o Conselho notificou a Secretaria Municipal de Saúde para providenciar as adequações necessárias.

Procurada pelo G1, a secretária de saúde do municipio de Nazária não foi encontrada para falar do assunto.

De acordo com o presidente do CRO, Leonardo Sá, a situação encontrada vai desde problemas na infraestrutura das unidades até a existência de cestos sem tampas.

Móveis estão com muita ferrugem. (Foto: Divulgação/CRO)
“Os fiscais encontraram o mobiliário cobertos por ferrugem, infiltração em paredes, paredes com reparos em reboco sem acabamento, torneiras inadequadas e a caixa para descarte de objetos perfuro cortantes contaminados está no chão, ou seja, em local inapropriado”, disse.

Para os fiscais do CRO, os locais não atendem as normas técnicas pertinentes à Odontologia e que as irregularidades expõem riscos à integridade física de pacientes e profissionais.

“Notificamos que as unidades não devem funcionar até que as adequações sejam feitas. Da mesma forma, orientamos que os profissionais não devem fazer atendimentos nestes locais. Os fiscais do CRO/PI retornarão em 30 dias para verificar se as medidas de ajustes foram tomadas”, contou.

Para Leonardo Sá, as fiscalizações e notificações dão aos pacientes e profissionais a certeza de que no local está sendo feito um bom trabalho. “Ninguém gosta de trabalhar ou ser atendido em um lugar insalubre. Quando fiscalizamos, estamos lutando para melhoria na qualidade tanto para os pacientes quanto para os profissionais”, falou.

No ultimo ano, foram feitas mais de 150 fiscalizações em postos de saúde e clínicas particulares. As principais irregularidades encontradas são condições de trabalho deficitárias, pendências de ordem administrativa como inscrição no CRO e alvarás de funcionamento e até mesmo exercício ilegal da profissão. Por conta desta última, foram suspensas sete clínicas no estado, sendo quatro em Teresina, uma em Piripiri e duas em Campo Maior.

Fonte: Do G1 PI

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