22/03/2017

Confiança do consumidor atinge maior nível em 13 meses

Recuperação do emprego, economia mais estável e otimismo em relação ao futuro impulsionaram o indicador em março

Consumidor vê melhora no momento para o consumo. 
Perspectiva sobre mercado de trabalho também avançou
Tony Winston/Agência Brasília
Com a melhora das perspectivas para o futuro e o início de recuperação do mercado de trabalho, a confiança do consumidor cresceu em março. Na comparação com o mês anterior, o avanço foi de 1,4%; frente a março de 2016, aumentou em 0,9%.

Os dados são da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviço e Turismo (CNC) e foram divulgados nesta terça-feira (21). A pesquisa mostra ainda que, com esse desempenho, o indicador subiu para os 78,2 pontos – o melhor resultado em mais de um ano.

Essa pesquisa é semelhante a um termômetro que vai de zero a 200. Números acima de 100 indicam forte confiança, e quanto maior esse número, melhor o nível de consumo dos brasileiros.

A assessora econômica da CNC, Juliana Serapio, ponderou que essa pesquisa ainda não captou o efeito dos saques das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Segundo ela, apenas depois de quitar ou diminuir dívidas, o consumidor deve direcionar os recursos restantes para o consumo.

“Mesmo com os cortes na taxa básica de juros e a liberação de saques em contas inativas do FGTS, o maior volume de dinheiro em circulação deverá ser usado, primeiramente, na quitação de dívidas e redução do endividamento”, explicou.

Melhora do emprego
Para chegar ao resultado final do indicador, a CNC faz uma ponderação entre outros indicadores. Em março, a maioria dos subindicadores apresentou forte avanço. Em perspectiva de consumo, o avanço foi de 13,1% frente a março do ano passado; na comparação com fevereiro, cresceu 3,1%.

A percepção sobre o emprego atual também avançou: 1,8% na comparação mensal e 2,5% frente a março do ano passado. Em nota, a CNC informou que, diante do quadro atual, espera relativa estabilidade nas vendas do comércio em 2017. Para a entidade, a desaceleração da inflação já auxiliou na redução do ritmo de perdas do varejo no último trimestre de 2016.

Fonte: Portal Brasil, com informações da CNC

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