23/03/2017

Com reformas econômicas, PIB será positivo em 2017

Segundo secretário de Politica Econômica, o País voltará a crescer diante da retomada da confiança na economia brasileira

Segundo Ministério da Fazenda, crescimento econômico 
deve ocorrer em função das reformas econômicas 
implementadas recentemente. Arquivo EBC
Ainda que em ritmo menor, o Produto Interno Bruto (PIB) voltará a crescer em 2017. Dados divulgados nesta quarta-feira (22) pelo Ministério da Fazenda revelam que a economia brasileira deve crescer 0,5% neste ano, uma leve queda em relação a estimativa anterior, de 1%.

Apesar da redução, a estimativa está alinhada com a projeção traçada pelo mercado financeiro, que espera um crescimento de 0,48% da economia brasileira neste ano.

De acordo com os parâmetros macroeconômicos divulgados pela pasta, a inflação deve encerrar o ano em 4,3%, abaixo do centro da meta perseguida pelo Banco Central (BC), de 4,5%. Em 2018, a alta dos preços deve ficar exatamente nessa meta.

No ano que vem, a Fazenda espera uma retomada mais acelerada da economia, de 2,5%. Os analistas do mercado financeiro também projetam um crescimento similar, de 2,4% em 2018.

Fatores de crescimento
Durante coletiva de imprensa, o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Fabio Kanczuk, avaliou que o País superou o período de resultado negativos na economia e que voltará a crescer neste ano.

“Tenho convicção bastante grande de que o Brasil virou a curva e começou a crescer no primeiro trimestre”, explicou Kanczuk, acrescentando que a pasta espera uma alta do PIB maior nos trimestres deste ano, se comparada ao ano passado, quando o Brasil encolheu 3,6%.

Para ele, as reformas econômicas implementadas pelo governo federal – como o limite de gastos públicos – vão garantir um controle maior das despesas e participação mais expressiva do setor privado na economia brasileira. “O principal fator é a retomada da confiança fiscal”, afirmou.

Contas Inativas e Previdência

Na avaliação do secretário, o saque das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) devem ter impacto expressivo no crescimento deste ano, uma vez que incentiva o consumo. Ele ressaltou, contudo, que mesmo sem esses recursos o PIB ainda seria positivo em 2017.

Neste ano, a expectativa é de que o saque das contas inativas injete R$ 35 bilhões na economia brasileira, sendo que cerca da metade desse valor deverá ser consumido pelas famílias, estimou Kanczuk.

Já em relação à reforma da Previdência Social, que atualmente está sendo analisada por uma comissão especial da Câmara, e expectativa é de que também contribua para o crescimento do País no longo prazo. Nos próximos dez anos, a expectativa é de que o Brasil tenha um crescimento médio de quase 4% e, sem a reforma, esse percentual pode cair para 2,5%.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Fazenda e Banco Central

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